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Temor do vírus do ebola se espalha pelo mundo

19 AGO 2014 • POR • 08h54

Disseminada por quatro países da África Ocidental e ainda fora de controle, a devastadora epidemia do ebola se alastra por todo o mundo quando a via de transmissão é o medo. A transferência de doentes e mesmo o deslocamento de habitantes não infectados dos locais afetados vêm gerando alerta e temor sobre novos casos. No Brasil, circulam na internet mensagens falsas sobre a chegada da doença ao país.
Monitoramento realizado pela FGV/DAPP em redes sociais mostra que “risco” e “medo” estão entre as palavras mais associadas às citações ao surto. Entre 7 e 14 de agosto, foram registradas 61 mil menções à doença que já matou mais de mil pessoas e infectou quase duas mil em Serra Leoa, Libéria, Guiné e Nigéria. Nos Estados Unidos, uma pesquisa divulgada pela rede Fox News mostrou que seis em cada dez americanos temem que o surto chegue ao país. E a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou informe tratando da ansiedade gerada pela epidemia.
Segundo o monitoramento da FGV/DAPP em redes sociais, o pico de menções ao ebola ocorreu na semana passada, dia em que o Ministério da Saúde elevou de 0 para 2 o nível do chamado Centro de Operações de Emergência em Saúde (o máximo é 3), o que significa que uma equipe médica da pasta será deslocada e atuará caso se confirme a chegada de qualquer pessoa infectada. Além de “medo” e “risco”, “voos”, “subestimado” e “chega” aparecem na nuvem de palavras associadas às citações à doença.
— As pessoas manifestam preocupação de que o ebola possa chegar ao Brasil e têm dúvidas em relação à capacidade de as autoridades brasileiras lidarem com a questão — analisa Rafael Martins, pesquisador da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da FGV. 
— É importante que sejam construídas políticas públicas integradas, entre o Ministério da Saúde e o Itamaraty, por exemplo, que mostrem o posicionamento estratégico do país, ressaltou