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Fim da piracema

Acabou a espera: pesca liberada em Mato Grosso do Sul a partir de amanhã, domingo 1º de março

28 FEV 2026 • POR Glenda Melo • 11h53
  Foto: Reprodução

Depois de meses de expectativa, chegou ao fim à espera dos pescadores. A partir de amanhã, domingo, 1º de março, estará oficialmente reaberta a temporada de pesca profissional e amadora em Mato Grosso do Sul, marcando o encerramento do período de defeso da Piracema.

Durante a fase de reprodução dos peixes, a pesca ficou restrita para garantir a renovação natural das espécies e o equilíbrio dos rios. Agora, com o fim da restrição, a atividade volta a ser permitida em todo o Estado desde que respeitadas as normas ambientais em vigor.

O Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul reforça que o retorno da temporada exige responsabilidade. Cotas de captura, tamanhos mínimo e máximo das espécies e a obrigatoriedade da licença ambiental continuam valendo.

Segundo o diretor-presidente do Imasul, André Borges, o momento é de celebrar, mas também de manter o compromisso com a preservação.

“O defeso é fundamental para garantir a reprodução das espécies. A reabertura é importante para o turismo e para a economia, mas só terá resultados positivos se houver respeito às regras.”

Mesmo com o fim da Piracema, a fiscalização continuará em diversas regiões do Estado. Durante a operação realizada no período de defeso, o Imasul atuou em parceria com a Polícia Militar Ambiental, intensificando barreiras, abordagens e patrulhamento fluvial.

As ações ocorreram em municípios como Coxim, Bonito, Terenos e Aquidauana, além de trechos de rios estratégicos e áreas de preservação.

Multas foram aplicadas e pescado irregular apreendido, reforçando que o descumprimento das regras continua sujeito a penalidades.

Com a temporada aberta, o pescador pode transportar um exemplar de espécie nativa, além de até cinco exemplares de piranha, respeitando os limites de tamanho estabelecidos por lei.

Espécies consideradas exóticas, como tucunaré, tilápia, corvina e bagre-africano, não possuem limite de cota para captura e transporte.

 

Já a pesca a menos de 200 metros de cachoeiras, corredeiras e nascentes, ou a menos de 1.500 metros de barragens de usinas hidrelétricas, permanece proibida. Também segue vetado o uso de petrechos considerados predatórios na modalidade amadora.

Para quem aguardava ansiosamente o retorno às águas, a liberação representa mais do que lazer: movimenta o turismo, fortalece a economia regional e reacende tradições. Mas, como reforçam as autoridades ambientais, o futuro da pesca depende do respeito às regras hoje.