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Caso Nilza em Coxim

Desdobramento macabro em Coxim: marido e filho são presos suspeitos de matar Nilza

24 FEV 2026 • POR Glenda Melo • 16h10
  Foto: Reprodução redes sociais

Uma cena de dor e violência chocou moradores do Bairro Senhor Divino, em Coxim, na madrugada do último domingo (22). A Justiça decretou a prisão temporária do marido e do filho de Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, suspeitos de envolvimento no assassinato brutal da própria esposa e mãe dentro da residência da família, um crime ainda envolto em histórias contraditórias entre pai e filho. Afinal, quem matou Nilza?

A decisão judicial determinou a prisão dos dois pai e filho por 30 dias enquanto a investigação avança. A medida foi solicitada pela Polícia Civil de Mato Grosso do Sul após contradições nas versões apresentadas pelos dois e indícios colhidos nas primeiras diligências.

Com a determinação judicial já cumprida, os suspeitos permanecem detidos e o caso passa a ser conduzido pela Delegacia de Atendimento à Mulher, que irá aprofundar as investigações sobre a dinâmica do crime.

Nilza foi encontrada morta dentro da casa, com um ferimento profundo no abdome. O exame necroscópico apontou que a vítima morreu por choque hemorrágico provocado por instrumento perfurocortante.

Segundo o laudo, o golpe atingiu uma artéria na região abdominal, causando intensa hemorragia e morte ainda no local.

À Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, o marido, relatou ter saído de casa e deixado a esposa e o filho, Gabriel Lima da Silva, no imóvel. Ao retornar, disse ter encontrado Nilza já sem vida sobre um colchão na sala.

No entanto, ele apresentou duas versões com horários diferentes e, em ambas, acusou o filho. Durante o atendimento policial, teria demonstrado comportamento agressivo.

O filho foi localizado posteriormente e levado à delegacia. Ele negou o crime e responsabilizou o pai pela morte da mãe.

Imagens de câmeras de segurança de casas vizinhas registraram a movimentação dos envolvidos antes e depois do crime, inclusive dentro da residência. As gravações estão sendo analisadas para confrontar os depoimentos.

A Polícia Civil trabalha com duas linhas principais de investigação:

Nilza pode ter sido atingida ao tentar separar uma briga entre marido e filho ou pode ter sido esfaqueada de forma intencional.

Perícias complementares e análises técnicas foram solicitadas para esclarecer a dinâmica exata do ocorrido.

O caso ganha contornos ainda mais graves diante do histórico de violência familiar. Em abril de 2024, Nilza denunciou o marido por ameaças, perseguições e agressões físicas e psicológicas.

Ela relatou ter sido ameaçada com faca, além de empurrões, tapas e chutes. Apesar disso, não solicitou medida protetiva nem representou criminalmente.

O filho do casal possui registros de atos infracionais relacionados à violência doméstica, incluindo ameaça, lesão corporal e descumprimento de medida protetiva, além de furto.  Há ainda um boletim por ameaça registrado pelo pai poucos dias após episódios familiares ocorridos em 2024.

A morte de Nilza é tratada como o terceiro feminicídio registrado em Mato Grosso do Sul em 2026, reforçando o alerta sobre a violência doméstica e seus desfechos trágicos.

A comunidade segue abalada com a brutalidade do crime um episódio marcado por silêncio, dor e suspeitas dentro do próprio lar, onde a vítima deveria estar protegida.

As investigações continuam e novas informações devem ser divulgadas após a conclusão dos laudos periciais. A única certeza até agora é que Nilza não teve uma vida fácil dentro de casa do início ao fim da vida.