MULHER
24 de fevereiro: a voz feminina que conquistou as urnas e ainda luta por respeito e espaço
24 FEV 2026 • POR Glenda Melo • 09h24Neste 24 de fevereiro, o Brasil celebra o Dia da Conquista do Voto Feminino, marco histórico que reconhece a luta das mulheres pelo direito de participar das decisões políticas do país. O ano era 1932, quando o Código Eleitoral garantiu às brasileiras o direito de votar e serem votadas, rompendo uma tradição excludente e inaugurando uma nova fase na democracia nacional.
Mais de nove décadas depois, o voto feminino não é apenas um direito conquistado é símbolo de resistência, participação e transformação social. Ainda assim, os desafios permanecem. Eu particularmente me lembro do meu primeiro voto, meu passos até a urna, ainda não existia urna eletrônica, eram ainda aquelas urnas que pareciam sacolas com lacres e cadeados, me senti importante, mais que isso, me senti útil, vista e respeitada, e isso é tudo que uma mulher em qualquer ambiente exige: RESPEITO!!!
O sufrágio feminino representou um passo essencial rumo à igualdade. No entanto, mulheres ainda enfrentam barreiras estruturais que dificultam sua plena participação política e social. Entre os obstáculos persistentes estão:
Desigualdade salarial e menor acesso a posições de liderança
Violência política de gênero
sobrecarga com responsabilidades domésticas e familiares
Preconceitos culturais que ainda questionam sua capacidade de liderança.
Apesar dos avanços, a presença feminina nos espaços de poder ainda está aquém do ideal democrático. A participação feminina na política brasileira tem crescido lentamente, mas ainda enfrenta resistência. O machismo estrutural continua presente em campanhas eleitorais, nos partidos e até dentro das casas legislativas.
Muitas mulheres relatam descredibilização de suas falas, ataques pessoais, interrupções constantes e julgamentos baseados em aparência ou comportamento práticas, que raramente atingem homens na mesma proporção. Mulheres em cargos de chefia ou fora do ambiente doméstico continua sim incomodando machistas, o machismo nunca se calou, ele apenas teve que engolir novas realidades, mas o sapo continua tendo que ser engolido todos os dias por eles.
Mesmo assim, mulheres seguem ocupando espaços e transformando a política com pautas voltadas à educação, saúde, proteção social, igualdade e direitos humanos.
No cenário local, Coxim vive um momento significativo: atualmente, quatro mulheres ocupam cadeiras na Câmara Municipal. Esse avanço representa um passo importante na representatividade feminina e mostra que a participação política das mulheres vem crescendo, mas acreditem, os olhares atravessados ainda existem dentro do ambiente político.
No entanto, nem sempre foi assim. Durante décadas, a presença feminina nos espaços de decisão foi mínima ou inexistente. E mesmo hoje, as vereadoras ainda enfrentam desafios extras para afirmar suas vozes e propostas em um ambiente historicamente dominado por homens.
O machismo na política não é apenas uma lembrança do passado ele ainda se manifesta em atitudes, discursos e resistências veladas que tentam diminuir a atuação feminina.
Celebrar o Dia da Conquista do Voto Feminino é reconhecer a coragem das mulheres que lutaram para garantir direitos básicos e, ao mesmo tempo, refletir sobre o caminho que ainda precisa ser percorrido.
A democracia só se fortalece quando há participação igualitária. Valorizar a presença feminina na política não é favor é justiça histórica, REPARAÇÃO!!!!!!
Hoje é dia de celebrar conquistas, reconhecer desafios e reafirmar que a voz da mulher não apenas ecoa nas urnas: ela transforma realidades, constrói políticas públicas e fortalece a sociedade.
Porque quando uma mulher ocupa seu espaço, toda a sociedade avança.
