Orgulhos Coxinenses
Aloisio Guirra "o verdinho": a voz que vive em Coxim e marcou gerações
20 FEV 2026 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h27Existem vozes que atravessam o tempo e marcam gerações.
Existem presenças que se transformam em abrigo.
Existem pessoas que não apenas vivem em uma cidade elas passam a fazer parte da alma dela.
Assim é Aloisio Guirra, o nosso querido Verdinho. Quem nunca ouviu aquela voz bonita, compassada e marcante? me lembro que aos 15 anos de idade escutava o início de seu programa, sabia que começaria pela música marcante do grupo ACABA “PAPAGAIADA” quando tocava essa música as ondas do rádio anunciavam que ele estava chegando para mais um programa, e ali permanecíamos pois de certa forma nós ouvintes junto dele pertencíamos aquele programa, era um pedaço dele e nosso.
Nascido em Tesouro, no Mato Grosso, em 15 de fevereiro de 1961, sua história começou longe daqui. Mas há destinos que não se explicam: se cumprem. E o destino trouxe Verdinho para Coxim, onde ele deixaria de ser apenas um homem para se tornar uma referência, uma lembrança afetiva, uma voz impossível de esquecer.
Antes mesmo de chegar, a vida já lhe ensinava sobre liderança, convivência e serviço ao próximo. Na juventude, em Campo Grande, destacou-se pelo espírito comunitário, pela participação ativa e pela capacidade natural de unir pessoas. Serviu ao Exército, trabalhou no comércio e no setor bancário, conheceu diferentes caminhos até que o coração o conduziu à Terra do Pé de Cedro. E Coxim o acolheu.
O que talvez ninguém imaginasse era que aquele homem de fala simples, olhar acolhedor e sorriso sincero se tornaria uma das vozes mais queridas da cidade.
Na Rádio Vale do Taquari nasceu o programa “Natureza Verde”. Mais do que um programa, era um encontro diário entre pessoas. Era o rádio cumprindo sua missão mais bonita: unir, informar, valorizar, proteger, aproximar.
Ali, Verdinho não falava apenas ao microfone. Ele conversava com a comunidade.
Falava do meio ambiente quando poucos falavam, ele ousou, abriu caminhos que incomodava algumas pessoas.
Fortalecia o comércio local.
Valorizava a cultura.
Defendia a cidade.
Dava voz ao povo.
E, sem perceber, tornava-se parte da vida de cada ouvinte.
A melodia alegre que embalava o programa ainda vive na memória de quem cresceu ouvindo sua voz. Crianças, jovens, famílias inteiras guardam lembranças que não se apagam porque pertencem ao tempo em que o rádio era companhia, era ponte, era carinho.
Mas Verdinho nunca se limitou a ser locutor. Ele foi presença, foi voz calma quando precisava e voz ríspida quando também precisava.
É cultura, ao lado de importantes nomes do Movimento Cultural Guaicuru.
É cerimonialista, conduzindo eventos com elegância, respeito e sensibilidade.
É jornalista, comunicador e correspondente, levando informação com responsabilidade.
Foi assessor de imprensa, ajudando a construir pontes entre o poder público e a população.
É colaborador de projetos culturais, ambientais e sociais.
Foi testemunha e narrador do crescimento de Coxim.
Ao lado da esposa seu grande amor e grande companheira Vânia Fátima e dos filhos Antonio, Aliane e Anneline, construiu uma família fundamentada na fé, no amor e no compromisso com a comunidade. Participou ativamente da vida religiosa e dos movimentos de espiritualidade, sempre guiado por valores que transcendem palavras.
Verdinho viveu e vive cada transformação da cidade com o olhar de quem ama, com a dedicação de quem serve e com a humildade de quem nunca buscou reconhecimento.
E talvez seja exatamente isso que o torna tão grande. Porque os verdadeiramente grandes não se impõem.
Verdinho não construiu apenas uma carreira.
Construiu laços.
Construiu confiança.
Construiu memórias.
Construiu pertencimento.
Sua voz anunciou acontecimentos.
Mas seu coração anunciou esperança.
Seu microfone transmitiu notícias.
Mas sua presença transmitiu humanidade.
Ao longo de mais de três décadas, ele não apenas comunicou fatos, ele ajudou a escrever a história de Coxim.
Hoje, quando seu nome é pronunciado, não se lembra apenas de um radialista. Lembra-se de um amigo. De um irmão de caminhada. De alguém que sempre esteve presente nos momentos importantes, nas conquistas, nas celebrações e nas lutas da comunidade. Verdinho é mais que uma voz.
É uma lembrança viva.
É um símbolo de dedicação.
É um guardião da memória coletiva.
É um homem que transformou comunicação em missão.
E Coxim, em sua essência mais profunda, guarda algo de sua voz em cada canto, em cada evento, em cada lembrança, em cada história contada.
Porque há pessoas que passam pela cidade.
E há aquelas que se tornam parte eterna dela.
Verdinho é parte de Coxim.
E Coxim é eternamente grata por sua vida, sua voz, seu trabalho e seu coração.
Que sua história continue inspirando gerações.
Que sua voz continue ecoando na memória afetiva de todos.
Que sua caminhada siga iluminando aqueles que acreditam que servir ao próximo é a forma mais bonita de viver.
Obrigada, Verdinho.
Por sua voz.
Por sua simplicidade.
Por seu amor por Coxim.
Por ser quem você é, você é o nosso pequeno gigante e grandes homens devem sempre ter sua história contada. SALVE VERDINHO!!!!
