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Orgulhos Coxinenses

Waldomiro Altafini: o homem que plantou trabalho e colheu história em Coxim

13 FEV 2026 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h28
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Há homens que passam pelas cidades.
E há homens que ajudam a construir a alma delas.

Waldomiro Altafini é desses que não apenas viveram Coxim ele ajudou a fazê-la crescer, respirar e seguir em frente, enquanto eu o entrevisto e faço algumas perguntas sobre sua história ele segue atendendo os clientes e fornecedores que chegam sempre entregando a mesma educação e gentileza para todos. Enquanto ele atendia eu o reverenciava por tanta delicadeza e trato com as pessoas, coisa rara nos dias de hoje.

Nascido em 2 de maio de 1945, em Presidente Prudente, filho de Hermínio Altafini e Amélia Mirandola Altafini, Waldomiro aprendeu cedo que a vida é feita de trabalho, coragem e dignidade. Ainda menino, quando foi jornaleiro do avô, descobriu o encanto pelas histórias e pelo conhecimento. Antes mesmo de terminar as entregas, parava para ler jornais e revistas. O Imparcial, o Estadão, a revista Cruzeiro através das letras ele viajava, sonhava e entendia o mundo.

Talvez ali já nascesse o homem de poucas palavras, mas de pensamento profundo, inteligência rara e olhar atento para o futuro.

Ao lado de Maria da Silva Altafini, sua companheira de vida há 59 anos, construiu mais do que uma família construiu raízes. Juntos criaram quatro filhos: Edson, Wagner, Elizabeth e Lucimara. Uma família que carrega seu legado de valores, respeito e união.

Em 1972, Waldomiro deixou Presidente Prudente e chegou a Coxim. Não apenas chegou, escolheu ficar. Escolheu amar. Escolheu ajudar a construir.

Ao lado de seus seis irmãos, tornou-se um dos desbravadores do setor hortifrutigranjeiro na cidade. Plantavam, colhiam, distribuíam. Levavam alimento para hotéis tradicionais como Vapapesca, Batista e Hotel Piracema, além do Sinhôzinho Restaurante. Atenderam a população, empresas que construíram a BR-163 e também as que participaram da construção do Quartel do 47º BI.

Era trabalho de sol a sol.
Era suor virando desenvolvimento.
Era família virando história.

Nascia ali a inesquecível Casa das Verduras, que marcou época entre 1972 e 1998. Em 1979, com visão empreendedora, Waldomiro construiu a nova sede na Praça Silvio Ferreira, ampliando o atendimento e fortalecendo ainda mais a economia local.

Foram quase 30 anos enfrentando desafios, vencendo dificuldades e ajudando Coxim a crescer com honestidade e perseverança.

Nos anos 80, ajudou a fundar, junto com amigos, a Associação Comercial de Coxim  passo importante para o desenvolvimento econômico da cidade. Logo depois, Coxim passou a receber grandes empresas, como as Lojas Pernambucanas, mostrando que o progresso já batia à porta.

Mas Waldomiro nunca foi apenas comércio.
Sempre foi comunidade.

Depois do encerramento da Casa das Verduras, a história ganhou novos capítulos. Em 2023, ele passou a se dedicar à Pastelaria Central, em frente à praça da Igreja Matriz — lugar onde o cheiro do café se mistura com o som dos sinos, marcando o tempo e lembrando que fé e trabalho caminham juntos.

Ali, nas primeiras horas do dia, nasce mais que movimento comercial.
Nasce convivência.
Nasce amizade.
Nasce cidade.

Frequentada por toda a população: políticos, trabalhadores, jovens, idosos a pastelaria virou ponto de encontro. Lugar de resenha, de conversa, de troca de ideias. Um espaço onde ele sempre deixou claro: ali é lugar de paz, respeito e gente de bem, embora gentil uma firmeza na voz ele carrega: Nada de briga e discussão aqui !!!

Com o tempo, o lugar ganhou um apelido carinhoso: Senadinho.
Tudo começou quando um frequentador viajou até Cuiabá, viu uma placa com esse nome, trouxe de presente e Waldomiro a colocou na parede. Desde então, o nome virou parte da história do lugar.

E como toda boa história de Coxim, nasceu simples e virou tradição.

Homem educado, gentil, simpático, Seu Waldomiro virou uma dessas figuras que a cidade guarda com carinho. Um contador de histórias do tempo em que Coxim ainda era poeira, quando o asfalto era sonho e o crescimento acontecia na velocidade das lembranças.

Mesmo não sendo coxinense de nascimento, tornou-se coxinense de alma.
E talvez seja isso que realmente importa, e quanto amor ele carrega dentro do peito por Coxim.

Waldomiro é fé, é resiliência, é exemplo.
Seu nome se mistura com o desenvolvimento da cidade.
Sua trajetória se confunde com a própria história de Coxim.

Mais do que pioneiro, é homem de família, de princípios firmes, de palavra honesta. Um homem que ajudou a construir não apenas uma cidade, mas uma base de valores para as próximas gerações.

E ele segue ali.
Na pastelaria.
Com o mesmo sorriso.
A mesma simplicidade.
A mesma sabedoria silenciosa.

Carregando uma frase que resume sua essência e sua caminhada:

“A vida é dura pra quem é mole.”

Que sua história continue inspirando.
Que sua presença continue iluminando.
E que Coxim jamais esqueça de quem ajudou a escrevê-la com trabalho, coragem e amor.

Com respeito, gratidão e admiração,
Waldomiro Altafini e Maria da Silva Altafini.