Logo Diário do Estado

Queimadas

Estiagem severa e queimadas acendem alerta máximo em Mato Grosso do Sul

31 JAN 2026 • POR Glenda Melo • 10h19
  Foto: Reprodução

Mato Grosso do Sul enfrenta um dos cenários ambientais mais críticos dos últimos anos. Apenas em janeiro de 2026, quase 50 mil hectares de vegetação foram consumidos pelo fogo, configurando o pior resultado para o período na última década. O avanço das queimadas ocorre em meio a uma queda expressiva no volume de chuvas, que ficou cerca de 30% abaixo do esperado, agravando ainda mais a situação no Estado.

A irregularidade das precipitações já começa a gerar reflexos diretos no campo. Produtores rurais relatam prejuízos nas lavouras de soja, cultura fundamental para a economia sul-mato-grossense. Em algumas regiões, o desenvolvimento das plantas foi comprometido, elevando o risco de perdas na produtividade e impacto na renda agrícola.

Além da agricultura, a estiagem prolongada levanta preocupação quanto à disponibilidade hídrica. Bacias consideradas estratégicas para o abastecimento humano, produção rural e geração de energia entram em estado de atenção, com a possibilidade de restrições no uso da água caso o quadro persista nos próximos meses.

Especialistas apontam que o cenário pode se tornar ainda mais desafiador no segundo semestre. As projeções climáticas indicam elevação das temperaturas associada à influência do fenômeno El Niño, o que tende a intensificar a seca, aumentar o risco de novos incêndios florestais e pressionar ainda mais os recursos naturais.

Diante desse contexto, órgãos ambientais e setores produtivos reforçam a necessidade de planejamento antecipado e ações integradas. Medidas de prevenção a queimadas, uso racional da água, monitoramento climático e conscientização da população são apontadas como fundamentais para reduzir os danos ambientais e econômicos.

O momento exige atenção redobrada e cooperação entre governo, produtores rurais e sociedade, em um esforço conjunto para atravessar um período que já se desenha como um dos mais difíceis dos últimos anos para Mato Grosso do Sul.