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Após desvio de R$ 1,5 milhão em agência, integrante do "Cangaço Digital" volta à prisão por suspeita

Ele integrava quadrilha que ganhou notoriedade nacional ao ser classificado como evolução do "Novo Cangaço"

23 JAN 2026 • POR do Idest, com informações do CGNews • 14h33
  divulgação

Condenado em primeira instância por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande entre agosto e setembro de 2023, Natan Martins Moraes foi preso novamente nesta semana, durante a Operação Chargeback, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com cartões de crédito que, segundo a Polícia Civil, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.

Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. Para ele, a sentença fixou 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Por se tratar de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.

Além dele, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.

Como a polícia descreve o “Cangaço Digital”

O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” por substituir armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, com o objetivo de reduzir a exposição dos criminosos.

De acordo com a investigação, o furto começou após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico teria sido instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A identificação do equipamento levou à apreensão do material e à deflagração da Operação Bypass, em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação de outros integrantes, incluindo um líder localizado em São Paulo.

Operação Chargeback e suspeita de transações fictícias

A nova prisão ocorreu na Operação Chargeback, deflagrada na terça-feira (20 de janeiro), que apura fraudes com cartões de crédito por meio de transações fictícias em máquinas vinculadas a empresas de fachada. Segundo a polícia, o grupo simulava vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação de valores às instituições financeiras.

Ainda conforme a investigação, antes que o titular do cartão percebesse a irregularidade e pedisse estorno, os suspeitos já teriam retirado os recursos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.

Mandados, bloqueios e apreensões

Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e informou ter havido bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.

Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, segundo a Polícia Civil.

Outros presos e desdobramentos

Além de Natan, foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. A polícia informou que Breno atua como atendente de cozinha e que João Pedro é militar do Exército; a ocupação de Jackson não foi divulgada.

A investigação aponta ainda que parte dos valores obtidos seria usada para compra de imóveis e veículos, em tentativa de ocultar a origem do dinheiro.Condenado em primeira instância por integrar a quadrilha conhecida como “Cangaço Digital”, responsável pelo desvio de R$ 1,5 milhão de uma agência bancária em Campo Grande entre agosto e setembro de 2023, Natan Martins Moraes foi preso novamente nesta semana, durante a Operação Chargeback, sob suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes com cartões de crédito que, segundo a Polícia Civil, causou prejuízo superior a R$ 4 milhões.

Condenação por desvio em agência bancária

Natan está entre os seis homens condenados em primeira instância pelos crimes de lavagem de dinheiro, furto qualificado e organização criminosa. Para ele, a sentença fixou 12 anos e 4 meses de prisão em regime fechado. Por se tratar de decisão de primeiro grau, ainda cabe recurso.

Além dele, também foram condenados Patrick Pisoni Loureiro, Álvaro Silva de Almeida, Caio Cesar Pereira Cintra, Frhançua Nunes Borges e Luciano Filgueiras Zarbetti. Somadas, as penas ultrapassam 75 anos de reclusão.

Como a polícia descreve o “Cangaço Digital”

O grupo ganhou notoriedade nacional ao ser classificado pela Polícia Civil como uma evolução do chamado “Novo Cangaço”. Segundo o delegado Pedro Pillar Cunha, do Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros), o crime foi batizado de “Cangaço Digital” por substituir armas e explosivos por dispositivos eletrônicos, com o objetivo de reduzir a exposição dos criminosos.

De acordo com a investigação, o furto começou após um gerente bancário realizar 129 transferências ilegais a partir do notebook da própria agência. Um dispositivo eletrônico teria sido instalado no computador, permitindo o acesso e a movimentação indevida das contas. A identificação do equipamento levou à apreensão do material e à deflagração da Operação Bypass, em dezembro de 2023, que resultou na prisão de gerentes envolvidos e na identificação de outros integrantes, incluindo um líder localizado em São Paulo.

Operação Chargeback e suspeita de transações fictícias

A nova prisão ocorreu na Operação Chargeback, deflagrada na terça-feira (20 de janeiro), que apura fraudes com cartões de crédito por meio de transações fictícias em máquinas vinculadas a empresas de fachada. Segundo a polícia, o grupo simulava vendas com cartões próprios, de comparsas ou de terceiros e, após a liberação do dinheiro, solicitava a antecipação de valores às instituições financeiras.

Ainda conforme a investigação, antes que o titular do cartão percebesse a irregularidade e pedisse estorno, os suspeitos já teriam retirado os recursos. O prejuízo estimado ultrapassa R$ 4 milhões, acumulados ao longo de quase três anos.

Mandados, bloqueios e apreensões

Durante a operação, a polícia cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em bairros de Campo Grande e informou ter havido bloqueio judicial de cerca de R$ 2 milhões em contas bancárias ligadas aos investigados.

Também foram apreendidas máquinas de cartão, dezenas de cartões de crédito, celulares, computadores, um veículo importado e uma pistola com numeração adulterada, segundo a Polícia Civil.

Outros presos e desdobramentos

Além de Natan, foram presos temporariamente Breno Maurício da Costa Bueno, João Pedro Ferreira Barbosa, Jackson Pinheiro Lopes e Maykon Furtado da Costa dos Santos. A polícia informou que Breno atua como atendente de cozinha e que João Pedro é militar do Exército; a ocupação de Jackson não foi divulgada.

A investigação aponta ainda que parte dos valores obtidos seria usada para compra de imóveis e veículos, em tentativa de ocultar a origem do dinheiro.