Logo Diário do Estado

Saúde

Hospital Militar realiza cirurgia inédita em MS

22 JAN 2026 • POR Glenda Melo • 09h49
  Foto: Reprodução

Quase terminando essa semana com uma notícia que aquece nosso coração de esperança, Mato Grosso do Sul entrou para a história da medicina brasileira na manhã de ontem quarta-feira (21) com a realização da primeira cirurgia utilizando polilaminina no Estado. O procedimento ocorreu no Hospital Militar de Área de Campo Grande (HMilACG) e colocou o paciente entre um grupo ainda extremamente restrito no país: ele se tornou apenas o 13º brasileiro a receber o tratamento inovador.

A intervenção marca um avanço significativo no campo das terapias experimentais voltadas a lesões na medula espinhal, condição que ainda impõe limitações severas à maioria dos pacientes. A autorização para o procedimento foi concedida por meio de decisão judicial, permitindo a participação do paciente no tratamento que ainda está em fase de testes.

A polilaminina é uma proteína desenvolvida em laboratório a partir de estudos com a laminina, substância fundamental no desenvolvimento embrionário humano. Seu papel natural é favorecer a comunicação entre os neurônios, auxiliando na formação de conexões nervosas. A versão sintética, produzida a partir de material derivado da placenta humana, busca reproduzir esse mesmo efeito quando aplicada diretamente no local da lesão.

A expectativa dos especialistas é que a proteína funcione como um estímulo biológico para que os nervos lesionados consigam recriar conexões, abrindo caminho para a recuperação parcial de movimentos e sensações. Embora os resultados ainda estejam sendo avaliados, o procedimento representa uma esperança concreta para pessoas que convivem com sequelas neurológicas graves.

O uso da polilaminina possui aval dos órgãos reguladores nacionais, incluindo o Ministério da Saúde e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), dentro de protocolos específicos de pesquisa e acompanhamento médico rigoroso.

Com essa cirurgia pioneira, Mato Grosso do Sul passa a integrar o seleto grupo de estados brasileiros que participam diretamente do desenvolvimento de novas fronteiras da medicina regenerativa, reforçando o papel da rede hospitalar militar e do Estado no avanço científico e no acesso a tratamentos de alta complexidade, um salve para medicina, para ciência e pelos profissionais incansáveis quando o assunto é saúde e qualidade de vida.