Perigo
Mais Canetas do emagrecimento proibidas
21 JAN 2026 • POR Glenda Melo • 09h15A promessa de emagrecimento rápido, impulsionada por redes sociais e pela busca do corpo ideal, voltou a acender um sinal vermelho no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a proibição total da fabricação, importação, venda, divulgação e uso das chamadas “canetas do Paraguai”, que vinham sendo comercializadas de forma ilegal como solução milagrosa para perda de peso, essa febre das canetas e injeções milagrosas também chegaram em Coxim como em todo país.
Entre os produtos barrados estão as canetas à base de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além da retatrutida, de todas as marcas. Nenhum deles possui registro no órgão regulador brasileiro, o que significa que não há qualquer garantia de segurança, eficácia ou qualidade.
Apesar de amplamente divulgadas na internet, essas canetas nunca foram autorizadas para uso no país. Ainda assim, eram anunciadas como alternativas “mais potentes” às medicações legalizadas, muitas vezes sem prescrição médica, orientação profissional ou controle de procedência.
O resultado dessa combinação é perigoso: reações adversas graves, complicações metabólicas, problemas cardiovasculares e quadros clínicos severos já foram associados ao uso indiscriminado desses produtos. Em investigações em andamento e relatos de autoridades sanitárias, há registros de mortes após o uso dessas substâncias ilegais, o que reforça o nível de risco envolvido.
Outro ponto de preocupação é a retatrutida, substância que sequer está disponível oficialmente no mercado mundial. Ainda em fase experimental, ela não passou por todas as etapas necessárias para comprovar segurança em larga escala.
Isso significa que qualquer produto vendido com essa alegação não passa de uma aposta arriscada, sem controle de dosagem, composição ou efeitos colaterais. Na prática, o consumidor não sabe o que está aplicando no próprio corpo.
O crescimento dessas vendas ilegais escancara um problema maior: a banalização do uso de medicamentos potentes em nome da estética. Influenciadores, vendedores informais e perfis anônimos transformaram substâncias de alto risco em mercadoria comum, ignorando consequências que podem ser irreversíveis.
A decisão da Anvisa vale para qualquer pessoa física ou jurídica que produza, comercialize, divulgue ou utilize esses produtos, reforçando que a prática é ilegal e pode gerar punições severas.
O alerta é claro: nenhum resultado estético justifica colocar a saúde e a vida em risco. O emagrecimento seguro passa por acompanhamento médico, tratamentos regulamentados e informação responsável.
Diante de relatos de mortes, efeitos graves e da total falta de controle sanitário, a pergunta que fica é direta e necessária: a vaidade vale o preço da vida? Na dúvida procure um profissional e faça um acompanhamento responsável e sem riscos, sua vida vale muito, cuide-se!!!!!
