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Saude

Pesquisa brasileira devolve movimentos a pacientes paraplégicos e coloca o país na vanguarda da medi

16 JAN 2026 • POR Glenda Melo • 13h55
  reprodução/Instagram

O Brasil alcançou um feito histórico na área da ciência e da saúde ao registrar a recuperação de movimentos em pacientes paraplégicos após um tratamento experimental desenvolvido integralmente no país. A descoberta, conduzida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), reacende a esperança de milhares de pessoas que convivem com lesões na medula espinhal.

A inovação envolve o uso da polilaminina, uma substância criada a partir de uma proteína natural associada à sobrevivência e reconexão dos nervos. Em estudos iniciais, quatro pacientes que haviam perdido movimentos devido a lesões graves apresentaram melhora significativa após receberem a terapia, com relatos de recuperação parcial e, em alguns casos, quase total da mobilidade. Além dos movimentos, os pesquisadores observaram indícios de restauração de outras funções comprometidas pelas lesões.

O avanço é resultado de décadas de pesquisa lideradas pela professora Tatiana Sampaio, da UFRJ, em parceria com o laboratório brasileiro Cristália. O trabalho vem ganhando destaque no meio científico por abrir novas possibilidades no tratamento de lesões medulares, um dos maiores desafios da medicina moderna.

Com os resultados promissores, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou recentemente o início da fase clínica de testes, que irá avaliar a segurança e a eficácia da polilaminina em um número maior de pacientes. Os estudos devem ser realizados no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), reforçando o papel do serviço público na produção e aplicação de conhecimento científico de ponta.

Embora o tratamento ainda esteja em fase experimental, especialistas consideram o avanço um divisor de águas. A descoberta fortalece a ciência nacional, demonstra a capacidade de inovação do Brasil e aponta para um futuro em que terapias eficazes e acessíveis possam transformar a realidade de pessoas com lesões na medula espinhal, VIVA O SUS !!!