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Meio Ambiente

Desmatamento no Pantanal cresce 16,5% em 2024, com Mato Grosso do Sul concentrando 76% da perda

Dados do INPE mostram que, após dois anos de queda, o desmatamento no Pantanal aumentou e atingiu o maior índice desde 2006, com destaque para Mato Grosso do Sul.

12 JAN 2026 • POR Idest • 09h04
  (Gustavo Figueiroa/SOS Pantanal)

O Pantanal registrou aumento de 16,5% na perda de vegetação nativa em 2024, totalizando 842,44 quilômetros quadrados, segundo dados consolidados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) divulgados na última sexta-feira. Mato Grosso do Sul concentrou 76% dessa supressão, principalmente nos municípios de Corumbá e Aquidauana.

Maioria do desmatamento ocorre em Mato Grosso do Sul

No último ciclo de monitoramento, 640,29 quilômetros quadrados da vegetação nativa perdida estavam em Mato Grosso do Sul. Corumbá liderou o ranking de supressão, com 402,07 quilômetros quadrados, seguida por Aquidauana, com 99,82 quilômetros quadrados. Juntas, as duas cidades responderam por aproximadamente 60% da área total suprimida no bioma em 2024.

Supressão interrompe tendência de queda

O resultado de 2024 interrompe a tendência de queda registrada nos dois anos anteriores e representa o maior índice anual de supressão de vegetação nativa no Pantanal desde 2006. Desde o início da série histórica do sistema Prodes, o bioma perdeu mais de 31 mil quilômetros quadrados de vegetação, cerca de 20,7% de sua área total.

Conversão em pastagens e monitoramento

De acordo com o INPE, parte da supressão está associada à conversão da vegetação nativa em pastagens, inclusive com a utilização de espécies exóticas. O monitoramento realizado pelo Prodes utiliza imagens de satélite de alta resolução e verificações de campo para garantir precisão e confiabilidade dos dados.

Pantanal segue tendência oposta a outros biomas

Enquanto outros biomas brasileiros, como Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica e Pampa, apresentaram redução do desmatamento no mesmo período, o Pantanal registrou aumento, destacando-se a pressão ambiental especialmente no lado sul do bioma.