Operação
Atuação do Gaeco resulta em 107 prisões por crime organizado em Mato Grosso do Sul em 2025
Grupo do MPMS realizou 11 operações próprias, apoiou ações em outros estados e bloqueou mais de R$ 10 milhões de organizações criminosas.
10 JAN 2026 • POR Idest • 09h07O trabalho do Gaeco, do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS), resultou em 107 prisões ao longo de 2025, no enfrentamento a redes criminosas estruturadas que atuam em Mato Grosso do Sul e em outros estados do país.
Ao longo do ano, o grupo especializado deflagrou 11 operações decorrentes de investigações próprias e prestou apoio em outras oito ações conduzidas por Ministérios Públicos de diferentes estados, reforçando a integração nacional no combate ao crime organizado.
Prisões e mandados
Nas ações de campo, foram cumpridos 107 mandados de prisão e 370 mandados de busca e apreensão, todos autorizados pelo Poder Judiciário. As investigações apuram crimes como tráfico de drogas, corrupção de agentes públicos, lavagem de dinheiro e atuação de organizações criminosas com ramificações dentro e fora do sistema prisional.
Inteligência e tecnologia
Além das operações presenciais, o Gaeco/MPMS ampliou a atuação no campo da inteligência. Em 2025, foram realizadas extrações forenses em 185 dispositivos eletrônicos, sendo 108 aparelhos celulares, gerando provas utilizadas nos processos judiciais.
Também houve afastamento de sigilo de 362 contas em plataformas digitais e interceptação de 294 linhas telefônicas, todas com autorização judicial, fortalecendo o rastreamento das estruturas financeiras e operacionais das facções.
Cooperação institucional
O grupo também prestou apoio direto a 52 solicitações de outras forças de segurança pública, além das oito demandas vindas de Ministérios Públicos de outros estados, ampliando a cooperação interinstitucional no combate à criminalidade organizada.
Asfixia financeira do crime
Em 2025, o Gaeco/MPMS consolidou a estratégia de asfixia financeira como eixo central das investigações. Como resultado, mais de R$ 10 milhões em bens e valores foram indisponibilizados, incluindo veículos de luxo, imóveis e dinheiro em espécie, reduzindo a capacidade logística e operacional das organizações criminosas.
As investigações avançaram sobre esquemas de lavagem de dinheiro, empresas de fachada e estruturas usadas para dar aparência legal a recursos oriundos do tráfico de drogas e de outras atividades ilícitas.
Principais frentes de atuação
As operações realizadas ao longo do ano atingiram diferentes frentes do crime organizado. No narcotráfico, as operações Snow e Blindspot desarticularam esquemas de transporte de drogas em Campo Grande e cidades da fronteira, inclusive com a participação de policiais e ordens partindo de dentro de presídios.
No combate à corrupção, as fases da operação Malebolge investigaram fraudes em licitações e pagamento de propinas em prefeituras e órgãos públicos do interior do Estado. Já as operações Copertura e Fachada miraram empresas utilizadas para ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro.
A repressão às milícias e ao jogo do bicho foi intensificada com a operação Successione, enquanto a Ad Blocker teve foco em fraudes eletrônicas e uso de criptomoedas para financiamento do crime.
Operações realizadas em 2025
Entre janeiro e dezembro, o Gaeco/MPMS deflagrou ou participou das seguintes operações: Snow (2ª fase), Ad Blocker, Malebolge (1ª e 2ª fases), Blindspot (1ª e 2ª fases), Spotless, Copertura, Blindagem, Successione (4ª fase) e Fachada.
Com os resultados obtidos em 2025, o Gaeco/MPMS encerra o ano reforçando seu papel estratégico na segurança pública e no enfrentamento ao crime organizado, com foco na responsabilização penal e no enfraquecimento financeiro das organizações criminosas.
