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Saúde

Anvisa aprova uso de medicamento para Alzheimer em estágio inicial no Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou o uso do Leqembi, indicado para retardar o avanço do Alzheimer em pacientes com demência leve.

8 JAN 2026 • POR Idest • 08h47
  (Divulgação Eisai)

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso do medicamento Leqembi, que utiliza o anticorpo lecanemabe, para tratamento de pacientes com Alzheimer em estágio inicial. A autorização foi publicada no Diário Oficial da União em 22 de dezembro de 2025.

Indicação e mecanismo de ação

O Leqembi é recomendado para retardar o declínio cognitivo de pessoas que apresentam demência leve causada pela doença. Segundo a Anvisa, o medicamento atua na redução das placas beta-amiloides no cérebro, característica associada ao Alzheimer. O produto é fornecido como solução para diluição e infusão.

Estudo clínico e avaliação de eficácia

A eficácia clínica do Leqembi foi avaliada em um estudo principal que envolveu 1.795 participantes diagnosticados com Alzheimer em estágio inicial e presença de placas beta-amiloides. Os participantes receberam o medicamento ou placebo durante o estudo.

A principal medida utilizada foi a mudança nos sintomas após 18 meses, avaliada pela escala CDR-SB, que mede a gravidade da doença e o impacto nas atividades diárias. No subgrupo de 1.521 pessoas, aqueles tratados com Leqembi apresentaram menor aumento na pontuação da escala em comparação ao grupo placebo.

Publicação e próximos passos

A aprovação do medicamento pela Anvisa foi oficializada por meio de publicação no Diário Oficial da União. O registro do Leqembi permite sua comercialização para uso em pacientes com Alzheimer em estágio inicial no país.