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Reconhecimento facial moderniza identificação de internos e reforça segurança no sistema prisional

23 DEZ 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h09
  (Divulgação Agepen)

O sistema penitenciário de Mato Grosso do Sul começou a adotar uma nova tecnologia para tornar mais seguro e eficiente o controle de pessoas privadas de liberdade. Unidades penais do Estado já utilizam um sistema de reconhecimento facial desenvolvido por policiais penais, que automatiza a identificação de internos e reduz riscos em procedimentos como entrada, saída e cumprimento de decisões judiciais.

A iniciativa surge como resposta à necessidade de maior precisão nos processos de identificação, especialmente em unidades com grande fluxo de internos em regimes diferenciados. A tecnologia já está em operação em presídios de Campo Grande e passa por expansão para outras cidades sul-mato-grossenses.

O sistema utiliza técnicas avançadas de captação e análise de imagens, compatíveis com referências internacionais de segurança, semelhantes às adotadas por órgãos como o FBI. A solução foi integrada ao Sistema de Administração Penitenciária Estadual (SIAPEN), permitindo o cruzamento imediato das informações biométricas com os dados oficiais do sistema prisional.

Segundo os desenvolvedores, a proposta é minimizar falhas humanas, evitar trocas de identidade e garantir que cada procedimento seja realizado com base em dados confiáveis e atualizados.

Com funcionamento automatizado, o reconhecimento facial consegue identificar, em média, até 20 internos por minuto, tornando os processos mais rápidos e organizados. Todas as verificações ficam registradas no sistema, o que possibilita auditoria, rastreabilidade e maior transparência nas ações realizadas dentro das unidades.

A ferramenta também contribui para otimizar o trabalho dos policiais penais, que passam a contar com um apoio tecnológico nas rotinas diárias, reduzindo o tempo gasto com conferências manuais.

Além do controle de acesso, o sistema tem papel fundamental no cumprimento de alvarás de soltura e nos casos de progressão de regime, assegurando que apenas internos devidamente autorizados deixem as unidades prisionais. A tecnologia atua como uma camada extra de segurança, evitando liberações indevidas e erros operacionais.

Atualmente, o reconhecimento facial está em funcionamento no Centro Penal Agroindustrial da Gameleira e no Estabelecimento Penal Feminino de Regime Semiaberto e Aberto, ambos em Campo Grande. A implantação também já está em andamento no Estabelecimento Penal Masculino de Regime Semiaberto e Aberto de Dourados.

Diretores das unidades que já utilizam o sistema destacam resultados imediatos, especialmente no controle de internos que trabalham fora do presídio e retornam no período noturno. A automação trouxe mais fluidez às rotinas, ao mesmo tempo em que reforçou a segurança e a confiabilidade das informações.

A expectativa da administração penitenciária é que o sistema de reconhecimento facial seja gradualmente expandido para outras unidades do Estado, conforme as necessidades operacionais, consolidando o uso da tecnologia como aliada na gestão prisional de Mato Grosso do Sul.