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Morre aos 84 anos a cantora Betinha, da dupla Beth & Betinha, em Campo Grande

Artista marcou a música sul-mato-grossense com mais de seis décadas de carreira ao lado da irmã.

18 DEZ 2025 • POR do Idest, com informações do G1MS • 16h17
  (Reprodução)

Eleonor Aparecida Ferreira dos Santos, conhecida artisticamente como Betinha, da dupla Beth & Betinha, morreu na quarta-feira (17), em Campo Grande, aos 84 anos. A cantora estava internada há seis dias em estado grave no Hospital Universitário (HU).

Internação e falecimento

Segundo informações da família, Betinha estava hospitalizada com quadro de anemia isquêmica e realizava hemodiálise. De acordo com o músico Marcio Santos, sobrinho da artista, ela dependia de medicações para manter a pressão arterial e o funcionamento do coração, conforme boletins médicos divulgados durante a internação.

Velório e cremação

O velório ocorre a partir das 8h desta quinta-feira na Capela Jardim das Palmeiras, localizada na Avenida Tamandaré. A cerimônia de cremação está marcada para as 16h, no Crematório de Campo Grande.

Trajetória musical

Com mais de 60 anos dedicados à música, Betinha marcou gerações e contribuiu de forma significativa para a construção da identidade cultural sul-mato-grossense, ainda no período em que o estado integrava o antigo Mato Grosso.

Ao lado da irmã Beth, formou a dupla Beth & Betinha, que ganhou destaque em um cenário predominantemente masculino, abrindo espaço para mulheres na música regional e dando voz a histórias, tradições e resistências culturais do estado.

Reconhecimento e pioneirismo

A dupla afirmava ser a primeira formação musical feminina de Mato Grosso do Sul e acumulou conquistas em festivais realizados no estado e também no Paraguai. Naturais de Rio Brilhante, Beth & Betinha receberam o título de “Princesinhas da Fronteira” após vencerem um concurso de composição em castelhano e guarani, promovido por uma rádio de Assunção.

Início da carreira

Beth & Betinha estrearam oficialmente como dupla em 16 de junho de 1956, no Clube Amambay, em Pedro Juan Caballero. Em 1958, mudaram-se para Campo Grande, onde deram continuidade a uma longa trajetória artística, incluindo temporadas de apresentações em circo, que marcaram época e consolidaram o nome da dupla na música regional.