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Triagem inédita transforma atendimento em saúde mental no SUS

5 DEZ 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 15h14
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O atendimento em saúde mental nas unidades públicas de saúde começa a passar por uma mudança histórica no Brasil. Um novo modelo de triagem, baseado em uma escala científica e padronizada, está sendo implantado para avaliar, logo na chegada do paciente, o nível de sofrimento emocional e a urgência de atendimento de forma estruturada e humanizada.

A ferramenta, que já está em funcionamento nos estados do Ceará, Santa Catarina e São Paulo, permite classificar os casos com mais precisão, reduzindo falhas no encaminhamento e agilizando o acesso ao cuidado adequado. Na prática, a triagem substitui avaliações subjetivas por critérios clínicos claros, garantindo que cada pessoa seja direcionada para o atendimento correspondente à gravidade de sua situação.

Com o novo método, o fluxo de atendimento promete ser reajustado para priorizar quem realmente precisa de atenção imediata, ao mesmo tempo em que assegura maior acolhimento aos demais usuários do sistema. A expectativa é diminuir o tempo de espera, evitar riscos decorrentes de atrasos na assistência e garantir a continuidade do tratamento, combatendo um problema recorrente no SUS: pacientes que acabam “perdidos” no sistema sem acompanhamento regular.

A padronização da triagem representa um avanço importante nas políticas públicas voltadas à saúde mental, área que por muitos anos esteve à margem de investimentos estruturados. Ao adotar critérios nacionalmente reconhecidos, o país passa a oferecer um atendimento mais justo, organizado e eficiente para milhões de brasileiros que buscam ajuda.

Especialistas apontam que a iniciativa não beneficia apenas os pacientes, mas também fortalece a sustentabilidade do sistema de saúde como um todo. O cuidado adequado com a saúde emocional está diretamente ligado à capacidade das pessoas de trabalhar, se relacionar e manter qualidade de vida, impactando positivamente a produtividade e o bem-estar da população.

A expansão do modelo para outros estados deve ocorrer de forma gradual, consolidando uma nova etapa no cuidado em saúde mental no Brasil, com mais ciência, sensibilidade e eficiência no atendimento à população.