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Fundão bilionário reforçado deve impulsionar alianças políticas em MS nas eleições de 2026

1 DEZ 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 10h16
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A ampliação do Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundão Eleitoral, deve mudar o ritmo da disputa política em Mato Grosso do Sul para as eleições de 2026. A Comissão Mista de Orçamento do Congresso aumentou o valor reservado para o fundo de R$ 1 bilhão para R$ 4,9 bilhões, fortalecendo principalmente os partidos com maior representação nacional.

Nesse cenário, a aliança formada por PL, PP e União Brasil desponta como a mais beneficiada. Juntos, os partidos que integram o projeto político para a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP) e a candidatura ao Senado do ex-governador Reinaldo Azambuja (PP) poderão contar com cerca de R$ 1,8 bilhão para financiar campanhas em todo o país valor que ainda pode chegar perto de R$ 2 bilhões caso novas legendas se somem oficialmente ao grupo.

A maior fatia desse montante ficará com a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, que deverá receber cerca de R$ 953 milhões. Já o PL concentrará aproximadamente R$ 887 milhões, consolidando-se como uma das siglas mais capitalizadas do processo eleitoral de 2026.

A elevação do fundo foi viabilizada por ajustes orçamentários que reduziram recursos originalmente destinados às emendas de bancadas estaduais e a outras despesas não obrigatórias da União. Com isso, o volume disponível para esse tipo de emenda caiu, enquanto o FEFC ganhou espaço como principal mecanismo de financiamento público das campanhas.

Para analistas políticos, o reforço orçamentário tende a favorecer alianças já estruturadas. Com mais recursos em caixa, os partidos conseguem ampliar a atuação em diferentes frentes: contratação de equipes especializadas de comunicação, presença intensificada em rádio, televisão e redes sociais, realização de eventos, fortalecimento de bases regionais e apoio logístico a candidatos em diversos municípios.

Outro efeito previsto é o aumento da competitividade interna das coligações, que passam a atrair nomes com maior potencial eleitoral. O investimento concentrado também pode gerar o chamado “efeito puxador de votos”, no qual candidaturas mais fortes ajudam a elevar o desempenho coletivo das legendas, ampliando as chances de eleger deputados estaduais, federais e senadores.

Por outro lado, a nova configuração tende a aprofundar a desigualdade entre partidos grandes e pequenos. Siglas com menor acesso ao Fundão ou dependentes de doações privadas  podem enfrentar dificuldades para disputar espaço em uma campanha cada vez mais profissionalizada e de alto custo.

A Justiça Eleitoral estabelece que os recursos do FEFC somente são liberados após as direções nacionais dos partidos definirem e divulgarem oficialmente os critérios de distribuição interna dos valores. Todo o montante deve ser usado exclusivamente para despesas de campanha, com prestação de contas obrigatória, fiscalização rigorosa e cumprimento dos limites legais.

Mesmo com a forte injeção de recursos, especialistas alertam que volume financeiro não garante vitória automática nas urnas. Estratégia, organização, diálogo com o eleitorado e respeito às regras eleitorais continuam sendo fatores decisivos para o sucesso nas eleições, levando em conta o descontentamento dos eleitores com seus representantes que só aumenta ano após ano e os afastam das urnas aumentando os níveis de abstenção nas eleições, candidatos terão que trabalhar muito para conquistar o voto do eleitor nas próximas eleições.