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Saúde

Saúde de MS alerta para riscos de canetas emagrecedoras irregulares e reforça necessidade

Secretaria destaca aumento dos casos de obesidade e alerta para medicamentos importados sem registro, que podem causar reações graves.

26 NOV 2025 • POR do Idest • 08h55
  (Divulgação Ascom/SES)

Com o avanço dos casos de obesidade e a circulação irregular de canetas emagrecedoras trazidas clandestinamente pela região de fronteira, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça que o tratamento deve seguir diretrizes clínicas reconhecidas, devido aos riscos que produtos irregulares oferecem à saúde.

SES alerta sobre risco de medicamentos irregulares

A SES destaca que versões manipuladas, importadas sem receita ou vendidas em clínicas e redes sociais não passam por controle de qualidade. Esses produtos podem conter impurezas, toxinas ou até bactérias, oferecendo risco grave à saúde, como reações adversas, intoxicações e até morte, conforme ressalta a Cvisa (Coordenação de Vigilância Sanitária Estadual).

“Essas canetas de medicamentos importados sem registro na Anvisa não têm qualquer garantia de eficácia e segurança. É fundamental que a população busque orientação médica e evite medicamentos de origem duvidosa”, afirmou Alexandre Tutes, farmacêutico da Vigilância Sanitária Estadual. Denúncias de comercialização irregular podem ser feitas diretamente à Vigilância Sanitária Estadual.

(Foto: Divulgação Ascom/SES)

Obesidade: condição crônica acompanhada pela rede pública

A obesidade é uma das condições crônicas mais prevalentes acompanhadas pela Atenção Primária à Saúde (APS) no Estado. O excesso de peso está associado a doenças como diabetes, hipertensão, dislipidemias e alguns tipos de câncer, que representam grande parte dos atendimentos no SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, a proporção de adultos com obesidade aumentou 72% em 13 anos, passando de 11,8% em 2006 para 24,3% em 2023. Em Mato Grosso do Sul, dados de 2024 do SISVAN mostram que, entre 432.773 pessoas avaliadas, 32,76% apresentaram sobrepeso, 23,06% obesidade grau I, 10,36% grau II e 5,99% grau III. Apenas 25,94% tinham IMC adequado ou eutrófico.

Linha de cuidado e estratégias adotadas pela SES

Como parte das ações de enfrentamento, a SES publicou em 2024 a Linha de Cuidado do Sobrepeso e Obesidade (LCSO), que busca aprimorar processos e promover melhorias estruturais, sociais e comportamentais no atendimento a pessoas com sobrepeso e obesidade. A implementação ocorre de forma progressiva nos territórios, com articulação entre níveis de atenção e apoio técnico às equipes de saúde.

O Ministério da Saúde informa que as canetas emagrecedoras ainda não foram incorporadas ao SUS devido ao alto impacto financeiro.

Orientações ao público

A rede de atenção à saúde desenvolve ações de promoção, prevenção, tratamento e reabilitação para melhorar a qualidade de vida da população. Entre as estratégias estão a educação alimentar, incentivo ao consumo de alimentos in natura e criação de ambientes que favoreçam escolhas mais saudáveis.

A SES reforça que o tratamento da obesidade deve ser acompanhado por profissionais habilitados e seguir diretrizes clínicas reconhecidas. Medicamentos não registrados, manipulados em larga escala ou adquiridos sem prescrição são considerados ilegais pela Anvisa e representam riscos graves ao paciente.