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Policia

Máxima de Campo Grande passa por maior ciclo de melhorias estruturais dos últimos anos

Obras reforçam segurança, valorizam servidores e ampliam espaços de ressocialização no maior presídio de Mato Grosso do Sul.

26 NOV 2025 • POR do Idest • 08h49
  (Divulgação Agepen)

O Estabelecimento Penal Jair Ferreira de Carvalho, a Máxima de Campo Grande, atravessa um dos mais significativos ciclos de melhorias estruturais dos últimos anos, com intervenções que reforçam a segurança, valorizam servidores e ampliam as oportunidades de ressocialização.

Obras reforçam segurança e modernização

As intervenções, em grande parte executadas com mão de obra prisional, incluem reformas profundas e criação de novos espaços essenciais ao funcionamento da unidade. Segundo a administração, as mudanças físicas também possibilitam a implementação de procedimentos mais seguros e maior disciplina interna.

Uma das medidas de maior impacto foi a instalação de telamento “antidrone” sobre os pavilhões 1, 2 e 6, para impedir ou dificultar o arremesso de ilícitos. A iniciativa é considerada um divisor de águas para a segurança da penitenciária.

(Foto: Divulgação Agepen)

Novas celas, revitalizações e infraestrutura reforçada

As melhorias incluem a construção de novas celas de trânsito e de isolamento, manutenção de corredores, reforço da iluminação interna e externa e muros de contenção antimotim nos principais pavilhões. O pavilhão 4, onde funciona o Setor de Saúde, passa por revitalização completa, com melhorias nas salas de assistência social, odontologia e nos solários das alas A e B.

A escola da unidade também foi reformada, recebendo telas expandidas entre professores e alunos, climatização com ar-condicionado e lousas de vidro. Foram construídas ainda a sala de informática, o templo de oração e a sala de videoconferência. Novos espaços como a inclusão, a biblioteca e a sala do setor de trabalho também foram implantados.

Ressocialização e organização interna

Para melhor organização, a administração implantou uniforme diferenciado para internos que atuam na manutenção. Outro avanço foi a criação de um pavilhão de reabilitação, destinado a reeducandos com bom comportamento.

A unidade passou por modernização energética, com substituição do cabeamento subterrâneo por aéreo, troca dos quadros de energia e reforma das tubulações de água e esgoto. No Pavilhão 1, 78 portas de celas receberam manutenção. Houve ainda melhorias na copa dos servidores, reforma de telhados, torres e corredores, pintura externa da cozinha e instalação de novas tampas de ferro para o esgoto.

A substituição de camas de madeira por estruturas de concreto aumentou a durabilidade e reforçou a segurança. Áreas externas receberam calçamento, pintura da muralha interna e iluminação reforçada, incluindo a passarela.

(Foto: Divulgação Agepen)

Sustentabilidade e expansão das oficinas laborais

A penitenciária avançou em práticas sustentáveis com o programa de remição de pena pela reciclagem, beneficiando dois internos por cela. Foram instalados novos hidrantes nos Pavilhões 1 e 2, e a unidade ganhou uma fábrica de blocos e pavers de cimento, ampliando as frentes de trabalho e fornecendo insumos para as obras internas.

Obras em andamento e próximos projetos

Entre as intervenções em execução estão a reforma da portaria — que se tornará mais funcional e segura —, a revitalização da fachada, a construção de celas de embarque e desembarque para internos em trânsito e ajustes finais na área de odontologia.

Para os próximos meses, dois grandes projetos estão previstos: a revitalização completa dos Pavilhões 1 e 2, iniciando pelos telhados e avançando para as celas, e a limpeza, reforma e iluminação de toda a muralha externa, reforçando a segurança perimetral.

Gestão avalia avanços

O diretor da Máxima, Milson Caetano, destacou que o momento representa um importante ciclo de modernização. “São obras que fortalecem a segurança, melhoram as condições de trabalho dos nossos servidores e ampliam oportunidades para os internos. A mão de obra prisional tem sido fundamental nesse processo, mostrando que é possível unir disciplina, capacitação e ressocialização”, afirmou.

O diretor-presidente da Agepen, Rodrigo Rossi Maiorchini, ressaltou que as intervenções fazem parte de uma diretriz estratégica de qualificação do sistema prisional. “A Máxima de Campo Grande é uma das unidades mais complexas do país, e nosso compromisso é garantir que ela opere com alta segurança, infraestrutura adequada e políticas efetivas de ressocialização”, finalizou.