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Covardia, ciúmes e uma vida ceifada:

Jovem de 25 Anos é Morta por Companheiro que se Entrega e Choca Sonora

18 NOV 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 15h06
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A cidade de Sonora foi tomada pelo choque e pela indignação na manhã nesta terça-feira (18), após a revelação de um feminicídio brutal que interrompeu a vida de Gabrieli Oliveira dos Santos, 25 anos. O próprio companheiro, Diovane Alfredo Dique de Oliveira, 31, caminhou até a Delegacia e confessou ter matado a jovem por ciúmes, expondo mais um capítulo de violência letal contra mulheres na região.

A Polícia Civil já estava mobilizada para localizar o suspeito quando o mesmo entrou calmamente na Delegacia e admitiu o crime. Ele contou que o homicídio havia ocorrido horas antes e que o corpo de Gabrieli ainda estava dentro da casa onde o casal morava. A frieza da confissão surpreendeu até mesmo os policiais de plantão.

A equipe policial se deslocou para o endereço informado, na Avenida das Chácaras, e encontrou Gabrieli morta, deitada sobre a cama.

A Perícia identificou, de imediato, lesões e marcas no pescoço, indicando que a jovem foi morta por esganadura. O cenário revelava um ato de força e crueldade dentro de um ambiente familiar  o lugar onde ela deveria estar segura.

Após ser informado de seus direitos, Diovane o covarde reafirmou que matou Gabrieli com as próprias mãos. Alega que o fez movido por ciúmes, uma justificativa que não reduz a brutalidade nem a gravidade do ato.

O caso é tratado como feminicídio, previsto na legislação brasileira para crimes cometidos contra mulheres por razões de gênero, especialmente dentro de relações afetivas.

Amigos, familiares e moradores estão abalados e claro muito revoltados. Mais uma jovem teve sua vida interrompida dentro do próprio lar, um padrão que se repete e evidencia o aumento da violência doméstica e de gênero no país.

Gabrieli agora entra para uma estatística dolorosa, enquanto sua história reforça a urgência de políticas e ações que ofereçam proteção real às mulheres.  Gabrieli é a 36ª vítima de feminicídio em MS no ano de 2025, a pergunta que sempre fazemos ao escrever mais uma matéria contando a história de horror de uma mulher continua: Até quando?