IRRESPONSABILIDADE
Imprudência sobre duas rodas: cresce o número de acidentes com bicicletas elétricas e ciclomotores
14 NOV 2025 • POR (Glenda Melo - Diário do Estado) • 09h12Essa matéria chegou como sugestão de pauta através de vários moradores de Coxim que procuram o Jornal Diário do Estado devido ao aumento preocupante de acidentes envolvendo bicicletas elétricas e ciclomotores. Só na manhã da última quarta-feira (13), três ocorrências foram registradas em diferentes pontos da cidade, acendendo o alerta para um problema que vem se agravando nas ruas: o uso irresponsável desses veículos, muitos conduzidos por menores de idade e sem o mínimo de segurança exigida.
Esses meios de transporte, que não exigem habilitação e vêm se popularizando rapidamente pela facilidade de uso e baixo custo, estão se tornando uma verdadeira dor de cabeça para o trânsito de Coxim. A ausência de exigência legal de Carteira Nacional de Habilitação (CNH) para condução aliada à falta de fiscalização e ao desconhecimento das regras de circulação cria um cenário perigoso e, em muitos casos, trágico.
A partir de janeiro de 2026, ciclomotores precisarão de registro, emplacamento, habilitação (ACC ou A), e os condutores devem usar capacete e seguir regras de trânsito como circular na faixa da direita e não em vias rápidas ou calçadas. É preciso ter documentos como espelho, farol, lanterna traseira e buzina, além de seguir as regras de circulação e segurança isso pode melhorar muito o trânsito não só de Coxim mas de todo o estado.
Já para as bicicletas elétricas no Brasil a regulamentação é definida pela Resolução CONTRAN nº 996/2023, que as diferencia de ciclomotores. Bicicletas elétricas que atendem aos requisitos não precisam de habilitação, placa ou registro. No entanto, a partir de 1º de janeiro de 2026, ciclomotores e outros veículos com acelerador podem ter a necessidade de habilitação e placa, sendo preciso verificar a situação específica de cada veículo
Moradores e motoristas de Coxim têm reclamado com frequência. É comum ver em Coxim jovens e até crianças, pilotando sem capacete, em alta velocidade, desrespeitando preferenciais, sinalizações e até transitando na contramão. Muitos desses condutores são adolescentes, o que agrava a situação, já que além de não terem preparo técnico, também carecem de maturidade para enfrentar o trânsito com responsabilidade.
Motociclistas e motoristas habilitados relatam o aumento de sustos e situações de risco provocadas por essas conduções. “A gente tem que redobrar a atenção, porque eles surgem do nada, cortam pela direita, entram sem olhar. Uma hora vai acontecer algo mais grave”, comentou um condutor de moto que presenciou um dos acidentes da última quarta.
Especialistas em trânsito reforçam que, embora bicicletas elétricas e ciclomotores não exijam habilitação, o uso do capacete é obrigatório, e as regras de circulação são as mesmas aplicadas aos demais veículos. A imprudência, no entanto, tem transformado essas facilidades em armadilhas urbanas, especialmente quando somada à ausência de fiscalização efetiva.
O número crescente de acidentes é um alerta para autoridades e famílias: é preciso conscientização, fiscalização e responsabilidade. Sem isso, o que deveria ser um meio de transporte prático e sustentável continuará sendo sinônimo de perigo nas ruas de Coxim.
