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Promotor de Coxim recorre e pede a volta para prisão de réus da operação Grilagem de Papel

5 NOV 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 14h44

O promotor de Justiça da comarca de Coxim, Michel Maesano Manceuho, entrou com recurso contra a decisão judicial que havia concedido liberdade aos investigados da operação Grilagem de Papel, investigação que desvendou um suposto esquema de fraude em processos de regularização fundiária no norte do Mato Grosso do Sul.

Segundo informações obtidas, a operação revelou a existência de uma organização estruturada para falsificar documentos e emitir certidões de forma irregular, com o objetivo de legalizar propriedades rurais que, em tese, não possuíam titularidade legítima. O Ministério Público sustenta que a liberdade dos acusados representa risco à continuidade das investigações e à integridade das provas, na época da soltura houve uma grande revolta por parte da população de Coxim que não concorda que os acusados estejam soltos.

O recurso apresentado por Manceuho solicita ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) a revogação da decisão de primeira instância e o retorno dos quatro réus à prisão preventiva. O promotor argumenta que a gravidade dos crimes e a possibilidade de reiteração das condutas justificam a adoção de medidas mais rigorosas até o julgamento final do caso.

A Grilagem de Papel é uma das operações mais complexas já conduzidas na região de Coxim, envolvendo cruzamento de dados cartorários, laudos técnicos e depoimentos de dezenas de testemunhas. As investigações apontam que os envolvidos teriam se beneficiado financeiramente com a emissão de certidões fraudulentas, gerando prejuízos a proprietários legítimos e ao poder público.

Agora, o caso segue para análise do Tribunal, que decidirá se acolhe ou não o pedido do Ministério Público. Caso o recurso seja aceito, os réus voltarão à prisão até o julgamento definitivo.