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Cuidado com o brilho: Anvisa voltou a chamar a atenção de confeiteiros e consumidores

27 OUT 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 16h07

Essa matéria serve para confeiteiros e consumidores, se você é cliente assíduo atenção para matéria e se você confeiteiro usa esses produtos com frequência atenção também.

O apelo visual de bolos e doces cada vez mais elaborados tem levado confeiteiros e consumidores a recorrerem a produtos com brilho intenso como glitters e pós cintilantes para enfeitar sobremesas. No entanto, muitos desses itens não são feitos para consumo e podem colocar a saúde em risco.

Substâncias com partículas plásticas, conhecidas como microplásticos, são frequentemente encontradas em glitters e pigmentos “decorativos” vendidos em lojas de artigos para confeitaria. Quando ingeridos, esses fragmentos podem causar irritações no trato digestivo e, com o tempo, acumular-se no organismo, provocando reações inflamatórias e outros efeitos nocivos.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a chamar a atenção de confeiteiros e consumidores para os riscos do uso de glitters e pós decorativos que não são próprios para o consumo humano em bolos, doces e sobremesas.

Segundo o órgão, muitos desses produtos comercializados como “para confeitaria” ou “não tóxicos” não possuem registro como alimento e, em diversos casos, são compostos por partículas plásticas, chamadas microplásticos. Quando ingeridas, essas substâncias podem causar irritações, inflamações e até efeitos acumulativos no organismo.

A Anvisa destaca que apenas produtos registrados como ingredientes alimentícios podem ser utilizados na decoração de comidas. Itens com aparência semelhante aos glitters comestíveis mas sem autorização sanitária devem ser evitados.

A recomendação da agência é simples: antes de usar, leia o rótulo com atenção. O consumidor deve verificar se há o número de registro da Anvisa e se o produto é classificado como próprio para consumo. Caso não haja essa informação, o ideal é não utilizar.

Além disso, confeiteiros e estabelecimentos devem redobrar a atenção ao comprar materiais decorativos, exigindo dos fornecedores a comprovação de que se trata de glitter comestível, e não de material plástico ou sintético.

A Anvisa reforça que o apelo visual não pode se sobrepor à segurança alimentar. Produtos brilhantes e coloridos podem embelezar doces e bolos, mas, se não forem destinados ao consumo, representam um risco real à saúde.

“Bonito no prato não pode significar perigoso para o corpo”, alerta a agência, destacando que o cuidado com ingredientes é essencial para garantir uma confeitaria segura e responsável.

Apesar de alguns produtos trazerem na embalagem indicações como “não tóxico” ou “uso profissional”, isso não significa que sejam próprios para o consumo humano. Essa confusão tem feito com que ingredientes inadequados sejam utilizados em sobremesas que parecem seguras, mas que escondem um potencial perigo invisível.

Antes de usar qualquer item com brilho em preparações culinárias, o consumidor deve verificar se há registro como produto alimentício e informações claras sobre sua composição. Produtos aprovados para uso em alimentos devem conter essa indicação no rótulo.

Em caso de dúvida, o ideal é optar por corantes e brilhos comestíveis certificados, fabricados especificamente para confeitaria, evitando o uso de glitters artesanais, plásticos moídos ou pigmentos de origem desconhecida.

Especialistas em segurança alimentar reforçam que o visual atrativo de um doce não deve comprometer a saúde de quem o consome. O cuidado com a procedência dos ingredientes é essencial para evitar contaminações e garantir que a arte da confeitaria continue sendo sinônimo de prazer e não de perigo.