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Mato Grosso do Sul projeta ampliar área de florestas plantadas em 40% até 2027 com foco em sustentab

Secretário da Semadesc destaca que expansão da base florestal no Mato Grosso do Sul seguirá diretrizes de sustentabilidade e busca maior reconhecimento de práticas ambientais.

23 OUT 2025 • POR do Idest • 15h47
  (Álvaro Rezende/Secom)

O Estado de Mato Grosso do Sul pretende ampliar a área de florestas plantadas dos atuais 1,8 milhão para 2,5 milhões de hectares nos próximos três anos, o que representa um aumento de 40% na base florestal. O anúncio foi feito pelo secretário Jaime Verruck, da Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Semadesc), durante o evento Bracell 2030, realizado em São Paulo na terça-feira (21).

Expansão com foco em sustentabilidade

Segundo Verruck, a expansão será pautada principalmente por práticas sustentáveis, em linha com a crescente demanda do setor por critérios ambientais, sociais e de governança (ESG). O evento, promovido pela Bracell em parceria com o jornal Valor Econômico e a Editora Globo, reuniu líderes empresariais, autoridades e especialistas para debater caminhos para uma economia regenerativa e a bioindústria.

Participação no painel sobre economia verde

O secretário participou do painel “Economia Verde: Como o Brasil pode transformar ativos ambientais e vantagem global” ao lado de outras autoridades e especialistas. Verruck destacou a relevância internacional do setor florestal do Estado, ressaltando que cerca de 92% da produção de celulose é destinada à exportação, o que exige das empresas políticas rigorosas de sustentabilidade e conformidade ambiental.

Conformidade ambiental e certificação florestal

Verruck explicou que grandes empresas do segmento, como Bracell e Suzano, só iniciam operações após análises e compensações ambientais, atuando em uma área de 1.181.000 hectares em conformidade com a legislação. Ele também apontou que a certificação florestal, muitas vezes, possui critérios mais rigorosos que os do licenciamento ambiental, reforçando o compromisso com boas práticas.

Desafios para o reconhecimento internacional

O secretário abordou desafios enfrentados pelo setor, como a não aceitação, pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU (IPCC), dos créditos de carbono gerados por florestas de eucalipto plantado. O IPCC argumenta que a captura de carbono é temporária, já que as árvores são cortadas. O setor busca o reconhecimento de técnicas como colheita, rebrota e replantio como formas válidas de captura de carbono.

Projeções e próximos passos

Para o futuro, Verruck informou que a consolidação de novas plantas industriais, como a segunda unidade da Eldorado, pode levar o Estado à meta de 2,5 milhões de hectares plantados. Ele destacou ainda a necessidade de garantir áreas de preservação equivalentes a pelo menos 700 mil hectares. Um documento sobre o protagonismo florestal será apresentado pelo setor na próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30).