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Politica

Saída de Simone pode provocar mudança na escolha de 2ª vaga ao Senado em MS

17 OUT 2025 • POR (Wendell Reis) • 09h25
  Assessoria

A decisão sobre o futuro da ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), provocará mudanças na estratégia do grupo governista, liderado por Eduardo Riedel (PP), Reinaldo Azambuja (PL) e Tereza Cristina (PP), em Mato Grosso do Sul
Hoje, a ministra é avaliada como a candidata mais forte fora do grupo que se intitula como de direita. Por isso, toda estratégia é pensada no sentido de impedir que ela fique com uma das duas vagas para o Senado.
A preocupação aumentou após o crescimento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em pesquisas, o que levou o grupo a considerar a possibilidade de um crescimento e até vitória de Simone, por conta da divisão de votos, motivada pela possibilidade de escolha de dois nomes. 
Com Simone na disputa, o grupo passou a considerar até a possibilidade de apoiar Capitão Contar (PRTB), que não é próximo a nenhuma das lideranças do bloco governista. A avaliação é de que seria melhor Contar, ainda que distante do grupo, a uma derrota para alguém próximo a Lula.


Se a ministra continuar no grupo, a ideia é fazer uma pesquisa e seguir o pragmatismo, ainda que o escolhido não seja o preferido da maioria. Todavia, sem Simone, o grupo poderia abrir margem para um risco, apostando em uma candidatura com chance de crescimento no decorrer da campanha.
Presidente da Assembleia Legislativa, Gerson Claro (PP) tem relação próxima com o Reinaldo, Tereza e Riedel e já está filiado a um partido do bloco, o que lhe coloca um passo à frente nesta disputa. Gianni Nogueira (PL) também tem como vantagem o fato de estar filiada ao PL, mas não tem uma relação tão próxima com lideranças estaduais. Ela precisaria contar com uma intervenção forte do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). 
Capitão Contar não está na lista dos partidos aliados e também não tem preferência de lideranças do grupo. Ele precisaria pontuar muito bem para ser o escolhido. Nelsinho Trad está no PSD, que pode integrar o grupo e tem como vantagem a boa relação com as três lideranças que definirão o candidato do grupo.