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Ministério da Saúde

Em Coxim consumidores redobram os cuidados nas compras.

5 OUT 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h58
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Com o aumento recente de ocorrências de intoxicação por metanol em diferentes estados do Brasil, o Ministério da Saúde intensificou as medidas de resposta e abasteceu emergencialmente o estoque nacional de antídotos essenciais para o tratamento das vítimas. Em Coxim isso também é uma preocupação e segundo empresários da cidade proprietários das conveniências e supermercados  os consumidores estão mais atentos ao comprar suas bebidas.

De acordo com informações atualizadas, já são 127 casos suspeitos ou confirmados, com cinco mortes registradas em decorrência da exposição ou ingestão do produto, um jovem de Campo Grande de 21 anos foi a primeira vítima em MS, Diante do cenário preocupante, a pasta adquiriu novas remessas de etanol farmacêutico e fomepizol, substâncias fundamentais para conter os efeitos tóxicos do metanol no organismo.

A estratégia visa atender, com rapidez, centros hospitalares e serviços de emergência, especialmente nas regiões com maior número de notificações. O Ministério também está reforçando a articulação com Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde para garantir que os medicamentos cheguem onde forem necessários com a maior agilidade possível.

O metanol é um álcool industrial altamente tóxico, que pode ser confundido com o etanol comum usado em bebidas alcoólicas. A ingestão acidental ou intencional pode causar graves danos neurológicos, cegueira irreversível e até a morte.

Na maioria dos casos registrados, as vítimas consumiram produtos clandestinos muitas vezes rotulados de forma fraudulenta como bebidas alcoólicas ou solventes domésticos  que continham altos níveis de metanol, usado de forma ilegal na produção.

O tratamento da intoxicação exige intervenção médica rápida. O fomepizol, um inibidor da enzima que metaboliza o metanol em substâncias tóxicas, é considerado o antídoto de primeira escolha. Já o etanol farmacêutico pode ser utilizado como alternativa em situações emergenciais, quando o fomepizol não estiver disponível.

“Essas substâncias evitam que o metanol seja transformado no organismo em ácido fórmico, que é o principal responsável pelos efeitos devastadores no sistema nervoso central e na visão”, explicam especialistas em toxicologia.

O Ministério da Saúde alerta a população sobre os riscos do consumo de bebidas de origem desconhecida ou sem registro sanitário. Produtos com procedência duvidosa, vendidos de forma irregular ou a preços muito abaixo do mercado, podem conter metanol ou outros compostos perigosos.

Além da resposta imediata com medicamentos, o governo também intensificará campanhas educativas e ações de fiscalização em parceria com órgãos de vigilância sanitária, Polícia Federal e Receita Federal, no combate à comercialização de produtos adulterados.