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Ponte Bioceânica entra na reta final :uma obra gigante que promete revolucionar a integração

3 OUT 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 15h39

A tão aguardada Ponte Bioceânica, que unirá Porto Murtinho (MS) a Carmelo Peralta, no Paraguai, já ultrapassou 80% de conclusão e começa a se aproximar da fase final de construção. O projeto é considerado um marco histórico para a logística e o desenvolvimento econômico da América do Sul, pois fará parte de um corredor internacional que ligará o Atlântico ao Pacífico, encurtando distâncias e ampliando oportunidades de comércio.

Uma obra gigantesca que promete fazer a economia de MS dar um salto e também fará que custos de dinheiro e tempo sejam reduzidos.

Com quase 1,3 km de extensão, a ponte contará com duas pistas de tráfego em cada direção e uma passarela exclusiva para pedestres, garantindo acessibilidade e segurança. A obra integra a chamada Rota Bioceânica, eixo rodoviário que vai conectar o porto de Santos (SP) ao porto chileno de Antofagasta, totalizando mais de 2,3 mil quilômetros de extensão.

Autoridades brasileiras e paraguaias têm destacado a relevância da obra não apenas pelo simbolismo de aproximar ainda mais os dois países vizinhos, mas também pelo impacto direto no comércio internacional. Estima-se que o trajeto de exportações brasileiras rumo à Ásia poderá ser reduzido em até 17 dias, tornando a rota mais competitiva e atraente para o agronegócio e outros setores produtivos.

Além da economia de tempo e custos logísticos, a ponte deve impulsionar o turismo, a integração cultural e o fluxo de investimentos na região do Chaco paraguaio e no Mato Grosso do Sul.

Mais de 400 profissionais atuam diariamente no canteiro de obras, em ritmo acelerado, para que a entrega aconteça dentro do prazo. O investimento, superior a 136 milhões de dólares, é financiado pela Itaipu Binacional e considerado estratégico para o desenvolvimento da América Latina. Uma obra histórica que promete alavancar a economia brasileira.