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Policia

Empresas de fachada e caminhonetes clonadas bancavam esquema milionário de drogas

Operação Hereditas Damnare apreendeu mais de 14 toneladas de maconha ligadas à facção; PF estima movimentação de dezenas de milhões de reais em entorpecentes

2 OUT 2025 • POR Por: Vanessa Ferreira - MSEMFOCO • 15h47
  Divulgação: Governo Federal

Operação Hereditas Damnare, deflagrada nesta quinta-feira (2), revelou detalhes de um esquema criminoso sofisticado que movimentava dezenas de milhões de reais em drogas vindas do Paraguai. Segundo a Polícia Federal, a organização utilizava empresas de fachada de transporte de cargas e caminhonetes clonadas para dar aparência de legalidade às operações. Até o momento, mais de 14 toneladas de maconha ligadas ao grupo já foram apreendidas.

A ação é conduzida pela Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), que reúne Polícia Federal, Polícia Penal Federal, Polícia Militar de MS, Polícia Militar Rodoviária de MS, Polícia Civil de MS e Polícia Penal.

Estrutura criminosa e alvos da operação

Conforme as investigações, empresas de transporte eram registradas em nome de integrantes da facção e serviam de fachada para o tráfico. A droga entrava pelo Paraguai em veículos de grande porte e seguia para grandes centros urbanos, como São Paulo.

Ao todo, foram cumpridos 20 mandados de busca e apreensão – 11 em Mato Grosso do Sul (Campo Grande, Dourados e Ponta Porã), oito em São Paulo (Grande São Paulo e Bauru) e um na Bahia – além de 15 mandados de prisão. Também foi determinado o bloqueio de bens no valor de R$ 5,4 milhões.

Em Campo Grande, dois condomínios foram alvos: o Castello Di Pietro, no bairro Rita Vieira, e o Parque Castelo de Andorra, na Avenida Senador Antônio Mendes Canale, no bairro Pioneiros. Moradores relataram intensa movimentação policial logo cedo, com agentes mostrando a foto de um dos procurados a funcionários e vizinhos.

Já em Dourados, a 251 quilômetros da Capital, três caminhões foram apreendidos com apoio da PRF (Polícia Rodoviária Federal).

Herança criminosa

O nome da operação, Hereditas Damnare – que significa “herança maldita” em tradução livre – faz referência a um dos líderes da organização, que teria herdado as atividades ilícitas do próprio pai, preso anteriormente pelo mesmo crime.