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Igreja Católica de Coxim condena aborto por microcefalia

11 FEV 2016 • POR Carlos Pires • 08h59

A intensa circulação do vírus Zika no Brasil e a possível associação da infecção em gestantes com casos de microcefalia em bebês reacende no país o debate sobre o aborto. Em Coxim lideranças religiosas da igreja católica manifestaram ao Diário do Estado suas opiniões contrárias sobre o assunto que tem gerado muita polêmica.
Os ensinamentos da Igreja Católica a respeito do aborto, segundo o Pe. Micael Carlos Andrejzwski – pároco da Catedral São José de Coxim – são que os direitos inalienáveis da pessoa devem ser reconhecidos e respeitados pela sociedade civil e pela autoridade política. 
De acordo com Micael, desde o século I, a Igreja afirmou a maldade moral de todo aborto provocado. Este ensinamento não mudou. Continua invariável. “O aborto direto, quer dizer, querido como um fim ou como um meio, é gravemente contrário à lei moral: Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém-nascido. Deus, senhor da vida, confiou aos homens o nobre encargo de preservar a vida, para ser exercido de maneira condigna ao homem. Por isso a vida deve ser protegida com o máximo cuidado desde a concepção”, ressalta o padre. 
Sobre o assunto, o Bispo Diocesano de Coxim, Dom Antonino Migliore, apresentou a  doutrina da Igreja, sem comentário.  De  acordo com o religioso, esta doutrina está claramente explicada no Catecismo da Igreja  Católica, nos números 2270 a 2275.
“Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado, pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina. Entre estes direitos fundamentais é preciso citar o direito à vida e à integridade física de todo ser humano, desde a concepção até a morte.
A vida humana deve ser respeitada e protegida de maneira absoluta a partir do momento da concepção. Desde o primeiro momento de sua existência, o ser humano deve ver reconhecidos os seus direitos de pessoa, entre os quais o direito inviolável de todo ser inocente à vida.
O diagnóstico pré-natal é moralmente lícito se respeitar a vida e a integridade do embrião e do feto humano. Está gravemente em oposição com a lei moral quando prevê, em função dos resultados, a eventualidade de provocar um aborto”. 
O Diário do Estado vai ouvir a opinião dos evangélicos a respeito do assunto.