Logo Diário do Estado

Policia

Quadrilha que usava viaturas da polícia para traficar cocaína é condenada em MS

Sentença da 3ª Vara Criminal de Campo Grande atinge 16 réus ligados à Operação Snow; penas vão de tráfico a lavagem de dinheiro.

30 SET 2025 • POR do Idest, com informações do G1MS • 10h28
  (Reprodução)

Uma quadrilha acusada de usar viaturas oficiais da Polícia Civil para transportar cocaína foi condenada a mais de 145 anos de prisão em Mato Grosso do Sul. A decisão, publicada na segunda-feira (29), envolve 16 réus que também receberam multas superiores a R$ 199 mil.

Estrutura criminosa

As investigações do Gaeco/MPMS apontaram que o grupo atuava entre julho de 2021 e março de 2024, principalmente em Ponta Porã e Campo Grande. A organização movimentava cocaína da região de fronteira até a capital e outros estados, com divisão de tarefas para garantir ganhos ilícitos.

Uso de viaturas oficiais

Policiais civis foram flagrados transportando drogas em veículos oficiais, prática chamada de “frete seguro”. Um vídeo obtido durante a investigação mostra um agente conduzindo viatura carregada com cocaína. Ao todo, mais de duas toneladas da droga foram apreendidas.

Penas aplicadas

O líder empresarial recebeu a maior condenação: 23 anos e nove meses de reclusão. Um policial civil foi sentenciado a 13 anos e 5 meses de prisão, perda do cargo e pagamento de 950 dias-multa. A participação de agentes públicos foi considerada agravante.

Decisão judicial

As penas deverão ser cumpridas em regime fechado. A Justiça negou substituições por penas alternativas e suspensões. Os réus não poderão recorrer em liberdade, salvo os que já estavam soltos ou sob medidas cautelares. Dois acusados foram absolvidos, e o processo foi desmembrado em relação a três réus, incluindo um policial civil.

Operação Snow

A Operação Snow teve duas fases.

1ª fase (março de 2024): cumpriu 21 mandados de prisão preventiva e 33 de busca e apreensão, mirando o núcleo do “frete seguro”.

2ª fase (janeiro de 2025): aprofundou investigações a partir de celulares apreendidos, resultando em 9 prisões preventivas e 19 buscas. Novos nomes surgiram, incluindo advogados suspeitos, além da confirmação de práticas violentas, como sequestros e possíveis execuções.