Mulher é presa após invadir abrigo e retirar filho de 1 ano em Campo Grande
Após retirar à força o filho de 1 ano e 2 meses de um abrigo, mulher foi detida em um hospital; bebê estava sob proteção judicial devido a episódios anteriores de risco.
29 SET 2025 • POR do Idest, com informações do CGNews • 16h40Uma mulher de 30 anos foi presa em Campo Grande após invadir um abrigo e retirar à força seu filho, um bebê de 1 ano e 2 meses, que estava sob proteção judicial. O caso ocorreu no domingo (28), e a criança havia sido acolhida pela instituição após decisão da Justiça motivada por episódios anteriores de risco.
Mãe já havia sido presa por ameaças anteriores
Segundo a Polícia Militar do Mato Grosso do Sul (PMMS), não foi a primeira vez que a mulher se envolveu em situações graves relacionadas ao filho. Em janeiro deste ano, ela foi presa em flagrante após ameaçar esquartejar o bebê, então com cinco meses, e enviar os restos pelo correio ao pai da criança, residente em Salvador. Na ocasião, a Justiça concedeu liberdade provisória à mãe, mas determinou que a guarda do menino ficasse com a avó materna. Desde então, a criança estava sob proteção do abrigo.
Retirada forçada e localização em hospital
Ontem, a mulher arrombou o portão do abrigo, retirou o filho e fugiu em um carro que a aguardava do lado de fora. Ela foi localizada horas depois, à noite, em um hospital, onde a criança passava por exames médicos. Segundo a médica responsável, o bebê não apresentava sinais de gripe ou lesões recentes, apenas hematomas antigos.
Acompanhamento por órgãos de proteção
De acordo com relatos de assistentes sociais e testemunhas, a mulher sofre de transtornos psicológicos e já havia recusado tratamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Os órgãos de proteção à criança e o Conselho Tutelar já monitoravam a situação familiar desde episódios anteriores. A Polícia Civil investiga denúncias de maus-tratos.
Desdobramentos judiciais
Após ser detida, a mulher foi encaminhada à Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA). O bebê permanece sob os cuidados do Conselho Tutelar. O caso volta a ser acompanhado pela Justiça e por órgãos de proteção, que irão avaliar medidas quanto à guarda e ao futuro da criança, diante da reincidência de situações de risco.
