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Um homem alcoolizado e uma vida perdida: filha de Jazon Vieira Assunção, de 55 anos, se revolta

Um homem alcoolizado e uma vida perdida: filha de Jazon Vieira Assunção, de 55 anos, se revolta e desabafa sobre a morte do pai de maneira tão absurda

27 SET 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h54
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Era sábado, 20 de setembro, quando Jazon Vieira Assunção, de 55 anos, voltava para casa após um dia inteiro de trabalho. No mesmo percurso de sempre, um homem bêbado e irresponsável mesmo ciente dos riscos de dirigir sob efeito de álcool assumiu o volante de um carro e atingiu em cheio Jazon. Pai, filho, marido, trabalhador... Jazon teve morte instantânea ali mesmo, no local.

Querido por todos, sempre educado e gentil com quem cruzava seu caminho, Jazon era daqueles homens que faziam amigos por onde passavam. Não tinha vícios, não tinha inimigos. Era um homem temente a Deus, cuja vida era dedicada ao trabalho e à família. Tinha duas casas: sua residência e sua igreja.

Naquele dia, ninguém poderia imaginar que o telefone tocaria para anunciar à família que esse homem de bem havia perdido a vida de forma tão trágica, vítima da irresponsabilidade alheia.

Ainda sem aceitar a partida repentina do pai, sua filha desabafou, com dor e revolta:

“O dia em que meu pai estava voltando pra casa e foi brutalmente atropelado por um irresponsável alcoolizado... Foi o dia em que ele me tirou minha base, minha força, meu herói. De repente, me vi sem ele, aos prantos, pedindo por favor que alguém o ajudasse, que ele não estava morto ali no chão. Pedi que ele se levantasse e dissesse, sorrindo, que foi só mais uns arranhões, que tudo ia ficar bem.

Mas, meu herói... Dessa vez não teve remédio, não teve curativos. Teve uma pessoa completamente fora de si, com um carro que mais parecia uma arma. Ele te tirou de mim, dos seus filhos, dos seus netos."

Às vésperas de completar uma semana da morte de Jazon, permanecem as perguntas que assombram sua família e toda a comunidade: até quando pessoas como essa continuarão soltas? Quanto tempo o responsável ficará preso? Qual é o preço de uma vida? E para quem fica e espera por justiça, quando ela virá?

O homem que causou a morte de Jazon teve a prisão preventiva decretada. Mas por quanto tempo ele permanecerá preso? E se for solto, quem garante que não fará o mesmo com outra pessoa? Será mais uma família chorando, mais uma casa aguardando por alguém que não voltará mais.

As leis de trânsito brasileiras precisam ser urgentemente repensadas, para que casos como o de Jazon não se repitam. Quem bebe e assume o volante deve responder com rigor, sem benevolência da Justiça.

A morte de Jazon gerou comoção e revolta na população de Coxim. Todos clamam por justiça, para que nenhuma outra família coxinense tenha que chorar como a família de Jazon tem feito nos últimos seis dias.