Orgulhos Coxinenses
Valdeir Simão: Muito Além do Microfone, um Grande Homem
26 SET 2025 • POR Glenda Melo • 08h57
Desde a juventude, Valdeir mostrou-se diferente. Nos corredores do Instituto Mirim de Coxim, aprendeu cedo que disciplina e solidariedade não são apenas palavras, mas caminhos de vida. Ali, entre estudos e responsabilidades, plantou as sementes da dedicação que mais tarde floresceriam em todas as áreas onde atuou.
Na Ordem DeMolay, encontrou princípios que lapidaram sua conduta: lealdade, fraternidade, retidão e fé. E não apenas os seguiu: multiplicou-os, trazendo outros jovens para essa senda de valores, mostrando pelo exemplo que a verdadeira grandeza se mede pela capacidade de inspirar.
Seu talento maior, porém, estava na voz. O rádio foi seu templo e também sua trincheira. Aos sábados, na FM Pantaneira, o programa “Sábado da Verdade” não era apenas uma transmissão: era um encontro, uma janela aberta entre Valdeir e a comunidade. Seu microfone carregava a força da informação e a delicadeza da esperança. Sua fala nunca foi fria; era quente, humana, impregnada de respeito. Ele não falava para o povo de Coxim: falava com o povo de Coxim.
Como cerimonialista, revelou outra faceta de sua arte: a de dar forma e voz ao que merecia solenidade. Conduzia cerimônias como quem conduz uma sinfonia, atento a cada detalhe, respeitoso com cada instante. Sua presença era símbolo de confiança, seu discurso, de reverência. Em cada evento, deixava o rastro da elegância e da simplicidade que o definem.
No DETRAN de Coxim, mais uma vez, mostrou que sua grandeza estava nas pequenas coisas: um sorriso oferecido, um gesto de paciência, a palavra educada com que tratava a todos. Para Valdeir, atender alguém era mais do que cumprir uma obrigação profissional: era exercer humanidade. Colegas e cidadãos não viam nele apenas um servidor, mas um amigo sempre disposto a estender a mão.
Porém, sua maior obra não se mede por cargos ou programas. Está no que construiu como pai dedicado, marido amoroso e amigo leal. Quem o conhece sabe da ternura de sua presença em família, do zelo pelos que ama e da firmeza com que protege os seus. Na roda de amigos, é aquele que guarda segredos, que aconselha com sabedoria, que celebra conquistas como se fossem suas. Sempre gentil, sempre educado, sempre generoso. Ah meu irmão o que mais falar de você? até para uma letrista como eu as palavras seriam insuficientes, você é prosa boa, risada garantida, conselho certeiro.
Em Valdeir, Coxim encontra o reflexo de si mesma: acolhedora, forte, resiliente. Ele é a prova de que um comunicador não precisa apenas falar: precisa ouvir, sentir, compreender. Seu compromisso com a verdade, com o respeito e com a comunidade o tornou uma das vozes mais queridas e respeitadas do município.
Sua história não é apenas profissional, é também cultural. É a história de um homem que, com microfones e palavras, com gestos e exemplos, escreveu versos invisíveis no coração da cidade. Versos de lealdade, amizade, cidadania e amor.
E assim, Valdeir Simão se ergue como um símbolo vivo de Coxim. Não apenas porque informa, comunica ou conduz cerimônias. Mas porque ensina, diariamente, que a grandeza de um homem está em servir, em respeitar, em caminhar ao lado de sua gente.
Coxim tem orgulho de chamá-lo filho. E todos que com ele convivem sabem que sua voz ecoará muito além das ondas do rádio, muito além dos eventos que apresentou, muito além das repartições públicas em que trabalhou. Ecoará na memória coletiva da cidade, como a lembrança de um homem íntegro, sensível e profundamente humano.
Nossa Coxim te agradece por tudo Valdeir, siga inspirando, siga nos ajudando com sua leveza nos dias difíceis, siga informando e alegrando, apenas SIGA!
Na terra onde o rio descansa sereno,
ergue-se um nome, um coração pleno.
Valdeir Simão, voz de verdade,
eco que veste de luz a cidade.
Menino do Instituto Mirim aprendeu,
que servir ao próximo é dom que cresceu.
Na senda DeMolay firmou seus valores,
honrou princípios, plantou seguidores.
Na rádio, sua fala virou melodia,
“Sábado da Verdade” era encontro, poesia.
Não era só notícia, era abraço no ar,
um fio invisível a todos ligar.
Cerimonialista de gestos solenes,
sabia que eventos são ritos perenes.
Com palavras suaves, mas sempre precisas,
tecia memórias em tardes concisas.
No DETRAN, servidor de respeito e carinho,
mostrava que grande é quem segue o caminho
da gentileza, do simples, do gesto leal,
do homem que sabe ser sempre igual.
Pai que abraça, marido que cuida,
amigo presente, palavra que ajuda.
Na vida privada mostrou o tesouro,
de ser sempre humano, riqueza sem ouro.
Sua marca em Coxim ninguém apagará,
pois mais que um homem, ele é quem fará
da voz uma ponte, do gesto uma flor,
um símbolo eterno de força e amor.
Oh, Valdeir, tua história é canção,
que pulsa no peito e guia a razão.
Coxinense nato, de alma tamanha,
teu nome é legado que a todos acompanha.
E assim, na memória da gente querida,
teu rastro de luz se faz poesia da vida.
Não és só radialista, cerimonial ou irmão,
és parte da alma desta nação.
(Glenda Melo)
