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Estudante réu por atropelar e matar corredora solicita à Justiça mudança

João Vitor Fonseca Vilela, acusado de atropelar e matar Danielle Oliveira, alega necessidade acadêmica para transferência e pede permissão para participar da formatura da irmã.

23 JUL 2025 • POR Esteline Oliveira • 15h43
  (ReproduçãoCGNews)

O estudante de Medicina João Vitor Fonseca Vilela, réu por homicídio culposo na direção de veículo após atropelar e matar a corredora Danielle Correa de Oliveira, solicitou à Justiça autorização para mudar-se de Campo Grande para Aparecida de Goiânia (GO). O pedido foi protocolado em 22 de julho e aguarda decisão do juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos.

Solicitação inclui mudança de endereço e participação em formatura

No mesmo requerimento, Vilela pede liberação para participar da formatura da irmã, prevista para os dias 24, 25 e 26 de julho, em diferentes locais. O estudante, que responde em liberdade mediante medidas cautelares, justifica a transferência de cidade por motivos acadêmicos e familiares.

Motivo acadêmico e novo endereço

Segundo a defesa, João Vitor precisa residir próximo à Faculdade Morgana Potrich (FAMP), em Aparecida de Goiânia, onde realizará o internato obrigatório do curso de Medicina a partir do segundo semestre de 2025. O comprovante de residência, referente ao imóvel da irmã do acusado, foi anexado ao processo. A petição solicita que o novo endereço seja registrado para controle jurisdicional e envio de comunicações oficiais.

Relembre o caso

O caso ocorreu em 15 de fevereiro de 2024, quando Danielle Oliveira, de 41 anos, foi atropelada e morreu durante treinamento na rodovia MS-010, na saída para Rochedinho, em Campo Grande. Outra corredora, Luciana Timóteo da Silva Ferraz, de 43 anos, também foi atingida, mas sobreviveu. O inquérito policial indicou que Vilela dirigia em alta velocidade e sob efeito de álcool.

Processo e julgamento

João Vitor Fonseca Vilela foi indiciado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, com agravantes de consumo de bebida alcoólica e excesso de velocidade. Desde o acidente, ele responde em liberdade, com restrições como o comparecimento periódico à Justiça e a proibição de deixar a cidade sem permissão judicial. O julgamento está marcado para 10 de setembro de 2025.