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Método

Chip contraceptivo passa a ser oferecido pelo SUS e já é utilizado em Mato Grosso do Sul

8 JUL 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h51
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Método é considerado o mais eficaz contra a gravidez não planejada e chega gratuitamente à rede pública com foco em adolescentes e mulheres em situação de vulnerabilidade

O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início à distribuição nacional do implante contraceptivo subdérmico, conhecido como chip contraceptivo, com aplicação já em andamento em Mato Grosso do Sul. O método, considerado o mais eficaz na prevenção de gestações, passará a ser ofertado de forma ampliada em todo o país.

O dispositivo utilizado é o Implanon, um bastão flexível com cerca de 4 centímetros, inserido sob a pele do braço da mulher. Ele libera diariamente o hormônio etonogestrel, que inibe a ovulação e impede que os espermatozoides cheguem ao óvulo. Com duração de até 3 anos, o implante atua de forma contínua, prática e silenciosa.

Além do Implanon, o SUS já oferece outros métodos contraceptivos, como DIU (Dispositivo Intrauterino), pílulas, injetáveis, preservativos, laqueadura e vasectomia. Mas o novo chip chama atenção por ser mais eficaz até mesmo que a laqueadura, segundo especialistas. Por não depender da ação diária da usuária, o método tem sido amplamente recomendado principalmente a adolescentes e mulheres com dificuldades de adesão aos métodos tradicionais.

Em Mato Grosso do Sul, entre 2023 e 2024, a Secretaria Estadual de Saúde distribuiu 23.012 unidades de DIUs e implantes subdérmicos. A ação ocorre por meio da Assistência Farmacêutica Estadual e da área técnica de Saúde da Mulher, integrando a execução do Protocolo Estadual de Atenção à Saúde Reprodutiva Uso de Contracepção Reversível de Longa Duração, lançado em 2020.

O protocolo prioriza mulheres em situação de vulnerabilidade, com comorbidades, adolescentes ou em condições específicas, como o pós-parto e o pós-aborto imediato. A meta é garantir mais autonomia reprodutiva e ampliar o acesso a métodos eficazes e seguros.

O Ministério da Saúde projeta a distribuição de 1,8 milhão de implantes até 2026, com 500 mil unidades apenas neste ano. O investimento federal chega a R$ 245 milhões. O chip contraceptivo, que pode custar entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada, agora será oferecido gratuitamente pela rede pública.

Apesar da alta eficácia, o uso do implante pode causar efeitos colaterais, como dor nas mamas, oleosidade na pele, acne e alterações menstruais. A tendência, ao longo do tempo, é que muitas mulheres entrem em amenorreia ausência da menstruação. No entanto, os sintomas variam de organismo para organismo.

A inserção do chip leva apenas segundos, com aplicação de anestesia local e mínima dor. A retirada, realizada após os três anos de uso, também é simples e feita na própria unidade de saúde.

Com essa nova etapa, o sistema público brasileiro avança na promoção da saúde reprodutiva feminina, oferecendo tecnologia moderna, eficaz e acessível para que mais mulheres possam planejar seu futuro com dignidade e segurança.

Nossa reportagem entrou em contato com a secretária municipal de saúde de Coxim Fernanda Berigo para saber se os chips contraceptivos já chegaram em Coxim, mas a secretária estava em uma reunião e não pode nos atender.