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Dança das Cadeiras 2026: Fábio Trad deixa o PSD e abre nova temporada de trocas partidárias em MS

2 JUL 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 15h10
  REDES SOCIAIS

Movimentação do ex-deputado revela reposicionamento ideológico no tabuleiro político estadual e nacional, e podem esperar mais novidades nos próximos meses.

A corrida para as eleições de 2026 já começou e não é nas urnas, mas nos bastidores dos partidos. Em um movimento simbólico e estratégico, o advogado e ex-deputado federal Fábio Trad anunciou hoje terça-feira (2) sua saída do PSD, legenda que integrou por quase uma década. O gesto, apesar de ainda não vir acompanhado de uma nova filiação, sinaliza o início da chamada dança das cadeiras partidária, que promete ganhar força até o próximo pleito. O ex-parlamentar, reconhecido por sua postura moderada e ponderada, agora declara que seguirá para a esquerda do espectro político, citando propostas em análise do PT e do PSB. A saída do partido do irmão, senador Nelsinho Trad, marca não apenas um realinhamento ideológico, mas também um reposicionamento frente ao cenário nacional, que, segundo ele, “não admite mais neutralidade”.

“Hoje, ou se é cúmplice do extremismo de direita, ou se está ao lado do Estado Democrático de Direito”, disparou Fábio em vídeo publicado nas redes sociais. Em tom enfático, mencionou a ascensão da extrema direita internacional e nacional como um divisor de águas. Para ele, o centro político se dissolveu, empurrando lideranças a definirem lados”.

A decisão de Trad antecipa um movimento que deve se intensificar nos próximos meses, especialmente em Mato Grosso do Sul, onde nomes importantes da política local já iniciam sondagens e conversas nos bastidores, de olho nas estratégias eleitorais e em futuros palanques. Na fala pública, o ex-deputado deixou clara sua inclinação por temas como justiça tributária, Estado laico e inclusão social. “Entre a fé usada como negócio político e o Estado laico, eu fico com o respeito a todos os credos. Entre cortes sociais e taxação de bilionários, eu escolho justiça social”, destacou.

A saída do PSD, segundo ele, foi pautada pelo desejo de ampliar sua liberdade política e ideológica: “Sigo com o coração leve e o espírito encharcado de entusiasmo”.

Fontes próximas ao ex-deputado indicam que sua possível entrada no PT pode significar uma tentativa de fortalecer o campo progressista no estado, as conversas nos bastidores realmente sugerem sua ida para o Partido dos Trabalhadores para disputar o governo do estado, mirando não apenas as eleições proporcionais, mas também um eventual Senado.

 

Enquanto isso, nos bastidores do PSD, o silêncio é interpretado como cautela. Com a janela partidária prevista para o próximo ano, outras mudanças devem vir à tona, especialmente entre políticos que hoje ocupam cargos sem reeleição garantida ou enfrentam disputas internas por espaço.

A dança começou e o ritmo promete acelerar até 2026.