Saúde
Conselho de Oftalmologia alerta para riscos e uso restrito de cirurgia que muda cor dos olhos
Conselho Brasileiro de Oftalmologia reforça que a cirurgia de pigmentação da córnea só é indicada para pacientes com deficiência visual permanente e não deve ser usada para fins estéticos.
30 JUN 2025 • POR do idest • 16h08A cirurgia de pigmentação da córnea, utilizada para alterar a cor dos olhos, apresenta alto risco e tem indicação restrita a pessoas com cegueira permanente ou baixa visão extrema. O alerta foi divulgado pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) após a realização do procedimento por figuras públicas e a divulgação de imagens nas redes sociais.
Alerta do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
O CBO informou que a ceratopigmentação, também chamada de "tatuagem da córnea", não é considerada segura para olhos saudáveis e pode provocar complicações, como infecções, inflamações, aumento da pressão intraocular e até perda visual severa. A entidade recomenda que a técnica seja aplicada apenas em protocolos clínicos definidos e com objetivo reconstrutivo para pacientes com deficiência visual permanente.
Riscos do procedimento
Entre os riscos identificados estão infecções de difícil tratamento, inflamações persistentes, lesões na córnea que podem evoluir para perfuração ocular, além de dificuldades em exames e outras cirurgias oculares, como a de catarata. O procedimento é irreversível e pode causar sintomas como dor, ardência, sensação de areia nos olhos, aversão à luz e lacrimejamento contínuo.
Indicações e alternativas
Segundo o CBO, a ceratopigmentação é empregada principalmente em casos de manchas brancas em olhos cegos, como cirurgia reparadora. Antes de optar pelo procedimento, o conselho recomenda avaliar a possibilidade de outras intervenções, como o transplante de córnea, ou o uso de lentes coloridas e próteses.
Orientação profissional
A entidade reforça que a prescrição e execução do procedimento são prerrogativas exclusivas do médico oftalmologista, que deve avaliar cada caso individualmente. O CBO destaca que intervenções invasivas nos olhos não devem ser vistas como alternativas estéticas simples ou seguras.
