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Artesanato

Janaina e Maria Maciel mãe e filha unem talento e tradição na primeira exposição de cerâmica

27 JUN 2025 • POR Glenda Melo • 14h34

Na alma de Coxim, um novo capítulo da cultura regional foi moldado à mão e com muito amor. A primeira exposição de cerâmica e artesanato realizada na Praça do Pescador revelou mais do que talento revelou uma herança viva, transmitida de mãe para filha, onde cada peça carrega histórias, sentimentos e a força da identidade pantaneira.

Maria Maciel de Arruda e sua filha, Janaina Maciel de Oliveira, emocionaram o público com suas obras marcadas pela ancestralidade, delicadeza e autenticidade. Unidas pela paixão pelo barro e pela natureza, elas levaram ao centro da cidade a essência do Pantanal traduzida em cerâmica: uma arte feita com as mãos e o coração.

Maria, a mãe, cativou os visitantes com suas fontes de água esculpidas à mão, verdadeiras homenagens à fauna pantaneira. Seus trabalhos trazem o som e o movimento da natureza para dentro das casas, como um lembrete da beleza e da espiritualidade presentes nas águas e nos bichos do cerrado.

Janaina, a filha, carrega no olhar o brilho de quem herdou não só o dom, mas também a sensibilidade. Com um estilo próprio e inovador, ela cria delicadas obras em copos de vidro e peças de argila, todas retratando animais icônicos do Pantanal. Suas criações são símbolos vivos de preservação ambiental e valorização da cultura regional.

As peças expostas possuem o selo Made in Pantanal, concedido pelo Sebrae, que reconhece o valor de produtos que dialogam com a história, a biodiversidade e a riqueza artesanal da região. Esse selo, mais que um reconhecimento, é uma chancela de pertencimento, autenticidade e compromisso com a tradição local.

A exposição na Praça do Pescador foi mais do que um evento  foi um marco. Um momento em que a arte, o barro e o amor entre gerações ganharam forma diante dos olhos do público, provando que o passado, quando moldado com afeto, pode se transformar em um presente poderoso.

Em tempos de industrialização e pressa, mãe e filha mostram que a beleza mora na simplicidade e no respeito à natureza. E que, com barro, talento e alma, é possível contar histórias que atravessam o tempo  e tocam profundamente quem as contempla.