Saúde
Governo amplia recursos do teste do pezinho e criará laboratórios regionais no país
Investimento anual no Programa Nacional de Triagem Neonatal sobe para R$ 130 milhões; parceria com os Correios deve agilizar diagnósticos.
27 JUN 2025 • POR do Idest, JWC • 11h18O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou na quinta-feira (26) o aumento do investimento e a adoção de novas medidas no Programa Nacional de Triagem Neonatal (PNTN), responsável pelo teste do pezinho. O valor destinado ao programa passará de R$ 100 milhões para R$ 130 milhões por ano.
Laboratórios regionais e apoio aos estados
Segundo Padilha, R$ 15 milhões dos recursos adicionais serão direcionados ao fortalecimento dos programas estaduais de testagem e à construção de um laboratório por região do país. A iniciativa tem o objetivo de melhorar o acesso ao exame, especialmente em estados com menor população e maior dificuldade logística.
“Estamos estruturando toda a base necessária para viabilizar a ampliação do teste do pezinho de forma rápida e efetiva. A criação dos centros regionais vai permitir que estados com menor população, que enfrentam maior dificuldade de escala e logística, possam se associar a esses centros, garantindo acesso ao exame com mais qualidade e agilidade”, afirmou o ministro, durante o anúncio em São Paulo.
Parceria com os Correios para acelerar diagnósticos
A outra metade dos recursos adicionais — R$ 15 milhões — será destinada a uma parceria com os Correios. O objetivo é agilizar o transporte das amostras coletadas nas unidades municipais de saúde até os laboratórios de análise. A estimativa é que o tempo médio de entrega dos diagnósticos seja reduzido pela metade, ficando em até cinco dias.
Sobre o teste do pezinho
O teste do pezinho consiste na coleta de sangue no calcanhar do recém-nascido, permitindo identificar doenças ainda nos primeiros dias de vida, mesmo antes do surgimento de sintomas.
O exame é realizado, na maior parte dos estados, nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mas também está disponível em maternidades, casas de parto, comunidades indígenas e quilombolas.
