Grilagem de Papel: Justiça mantém presos acusados de liderar esquema milionário de fraudes fundiária
27 JUN 2025 • POR (Glenda Melo - Diário do Estado) • 08h55A Justiça decidiu manter a prisão dos quatro principais investigados na Operação Grilagem de Papel, deflagrada no final de maio pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que revelou um esquema criminoso envolvendo a falsificação de documentos públicos para apropriação ilegal de imóveis em Coxim (MS).
Em decisão recente, o desembargador Waldir Marques afirmou que os elementos colhidos na investigação indicam a existência de uma “organização criminosa complexa e bem articulada”, voltada à prática de crimes como falsidade ideológica, lavagem de capitais e inserção de dados falsos em sistema público de informação.
Seguem presos preventivamente:
• Rodrigo Ferreira Lima – empresário e ex-gerente de Tributação da Prefeitura, apontado como chefe do esquema;
• Thiago Cruz Cassiano da Silva – arquiteto e ex-gerente de Habitação
• Márcio Rodrigues da Silva – escrivão da Polícia Civil cedido à área de Tributação
• Ivaldir Adão Albrecht Junior – amigo de Rodrigo, responsável por intermediar negociações ilícitas.
De acordo com o Gaeco, os investigados fraudavam certidões de regularização fundiária urbana (Reurb) de terrenos desocupados, porém com proprietário legalmente registrado. O grupo burlava o procedimento exigido por lei e, com documentos ilegais, transferia os imóveis no cartório para familiares, terceiros ou até para eles mesmos, mediante pagamento de propina.
A “grilagem de papel”, como o nome da operação sugere, fazia uso de papelada fraudulenta para forjar a posse legítima dos terrenos.
A segunda fase da operação, realizada em 27 de maio, contou com:
• 4 mandados de prisão preventiva;
• 4 medidas cautelares;
• 9 mandados de busca e apreensão;
• 3 afastamentos de servidores públicos.
Durante as diligências, foram apreendidos celulares, documentos e registros ligados à Reurb e à transferência de propriedades. Os alvos foram encontrados em residências, escritórios, cartórios, na sede da Prefeitura de Coxim e até em escritórios de advocacia.
Os suspeitos são investigados por diversos crimes, incluindo:
• Corrupção ativa e passiva
• Falsidade ideológica
• Lavagem de dinheiro
• Organização criminosa
A manutenção da prisão dos envolvidos reflete a gravidade dos crimes e a necessidade de garantir a ordem pública durante o andamento das investigações, que seguem em sigilo. A população de Coxim aguarda as próximas fases da operação.
Casos como este de Coxim escancaram o que a corrupção e todas as suas vertentes são capazes de fazer, como consequência para população, várias áreas importantes da cidade como saúde, educação e infraestrutura através da administração do prefeito Edilson Magro poderiam ter investido esse dinheiro em melhorias para Coxim, com isso sofre o povo, com isso sofre Coxim. (Glenda Melo - Diário do Estado)
