Capital
Com pacientes dopados, 2ª clínica de dependentes foi interditada na Capital
Operação da Defensoria Pública flagra funcionamento clandestino com pacientes escondidos
19 JUN 2025 • POR (CG News) • 09h07Duas clínicas de tratamento para dependência química, mesmo interditadas judicialmente, foram flagradas em funcionamento clandestino, com pacientes escondidos, dopados e, em alguns casos, vítimas de maus-tratos. As unidades "Fazendinha" e "Filhos de Maria" foram novamente fechadas durante uma operação realizada pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul na última sexta-feira (13).
De acordo com a coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, a vistoria teve início a partir de denúncias de que a clínica “Os Filhos de Maria” estaria funcionando ilegalmente sob nova gestão e nome. Embora o responsável tenha negado o funcionamento, a equipe encontrou trabalhadores no local e, com base em informações prévias, localizou três pacientes escondidos em um posto de combustíveis próximo. Um deles, inclusive, possuía contrato assinado com a instituição.
“Mesmo interditada judicialmente, a unidade mantinha atividades irregulares. Identificamos pessoas internadas de forma clandestina e, diante dessa situação, acionamos familiares e garantimos atendimento emergencial com suporte médico”, explicou a defensora.
A equipe também realizou fiscalização em outra unidade, conhecida como “Fazendinha”, onde foram constatadas as mesmas práticas ilegais que motivaram sua interdição anterior. Além disso, foi detectada uma tentativa de abrir uma nova unidade anexa, sob outro nome, mas com os mesmos responsáveis e condutas.
Diante dos indícios de que pacientes estariam sendo transferidos para outro local clandestino, a Defensoria articulou nova fiscalização em uma chácara em Nova Alvorada do Sul, com apoio da Polícia Civil de Dourados e da Defensoria local. No imóvel, foram encontrados pacientes dopados e com sinais de maus-tratos.
Ambas as clínicas foram novamente interditadas, desta vez por meio de ação administrativa da Vigilância Sanitária Municipal, que determinou o encerramento imediato das atividades.
“A Defensoria Pública continuará acompanhando o caso para assegurar a responsabilização dos envolvidos e a proteção dos direitos das pessoas acolhidas e de seus familiares”, afirmou Eni Diniz.
A força-tarefa foi conduzida pelo Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), com apoio do Ministério Público Federal, Conselho Regional de Farmácia, Delegacia do Consumidor (Decon), Vigilância Sanitária Estadual e Municipal. (CG News)
