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Campanha das prévias nos EUA teve polêmicas, desistências e reviravoltas

1 FEV 2016 • POR G1 • 18h05

A fase decisiva das prévias eleitorais nos EUA começa nesta segunda-feira (1º), quando acontece o primeiro caucus, em Iowa. Mas os principais pré-candidatos são notícia há meses, desde que anunciaram oficialmente sua intenção de concorrer à Casa Branca.

Relembre os principais fatos da corrida pela presidência dos EUA, durante a campanha das prévias:

Donald Trump, a metralhadora de polêmicas

Nenhum discurso ou entrevista de Donald Trump deixa de ser notícia. Ele já chamou imigrantes mexicanos de “criminosos, traficantes e estupradores”, sugeriu barrar a entrada de todo e qualquer muçulmano nos EUA e foi chamado de machista ao criticar as pré-candidatas Hillary Clinton e Carly Fiorina e a jornalista Megyn Kelly, da Fox News.

Trump também questionou o heroísmo do senador John McCain, ex-prisioneiro de guerra, e ridicularizou um repórter do "New York Times", que tem doença congênita. Apesar de ser criticado por opositores, o discurso radical de Trump é a razão do apoio de alguns eleitores, além de garantir holofotes. Segundo levantamento da CNN Money, de janeiro a novembro de 2015, a campanha de Trump teve 234 minutos de exibição em três emissoras, contra 113 minutos de Hillary Clinton, campeã de exposição entre os democratas.

Os desistentes

Da esq. para a dir.: Rick Perry, Scott Walker, Bobby Jindall e Lindsey Graham (foto: Divulgação)

 

Quatro republicanos e três democratas abriram mão de suas pré-candidaturas entre setembro e dezembro do ano passado. O primeiro a desistir foi o republicano Rick Perry, ex-governador do Texas que já havia abandonado a disputa em 2012. Dez dias depois foi a vez do governador de Wisconsin, o também republicano Scott Walker.

O ex-governador da Louisiana, Bobby Jindall, anunciou sua retirada em 17 de novembro, seguido pelo senador Lindsey Graham, em 21 de dezembro.

A disputa entre os democratas teve sua primeira baixa em 20 de outubro, com o ex-senador Jim Webb, seguido pelo ex-governador de Rhode Island, Lincoln Chafee, apenas três dias depois. Em 2 de novembro, retirou a pré-candidatura Lawrence Lassig, professor de Harvard que não chegou a participar de nenhum debate ou pontuar em pesquisas.

A retomada de Hillary

Hillary Clinton durante evento
(foto: divulgação)

Em agosto, o apoio dos democratas a Hillary Clinton chegou ao nível mais baixo desde 2012, embora ela ainda liderasse as pesquisas. Naquele momento, a hipótese de o vice-presidente Joe Biden ser pré-candidato parecia ameaçar de vez suas chances.

Mas, em apenas uma semana de outubro, as coisas mudaram, e o apoio a Hillary cresceu consideravelmente. No dia 13, sua atuação em debate promovido pela CNN foi destacada pela imprensa e por seus adversários. Seis dias depois, Biden anunciou que não seria pré-candidato.

No dia 22, Hillary respondeu de maneira firme e saiu sorridente de um interrogatório de 11 horas conduzido por republicanos em comissão especial no Congresso, que analisava se ela era responsável pela morte de quatro americanos em missão diplomática na Líbia, em 2012, quando era secretária de Estado.