EXCLUSIVO
EXCLUSIVO: Três federais do PSDB de Mato Grosso do Sul podem migrar para o Republicanos
2 JUN 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 15h03O cenário político de Mato Grosso do Sul começa a se redesenhar com vistas às eleições de 2026. Em uma movimentação que promete abalar as estruturas partidárias do estado, os três deputados federais do PSDB Sul-mato-grossense: Geraldo Resende, Beto Pereira e Dagoberto Nogueira estariam de malas prontas para o partido Republicanos.
Segundo apurou com exclusividade esta reportagem, o trio já estaria em conversas avançadas com lideranças nacionais e estaduais do Republicanos, partido que, nos últimos anos, tem se consolidado como uma das principais forças políticas do país, com foco na expansão das bancadas no Congresso Nacional.
A movimentação acontece em meio à reorganização das forças políticas no estado e nacionalmente. Com a perspectiva de uma eleição altamente polarizada em 2026, os parlamentares buscam fortalecer suas bases eleitorais e garantir maior estrutura partidária para as disputas que se avizinham.
Os três deputados têm trajetórias políticas consolidadas:
Geraldo Resende, ex-secretário de Saúde de Mato Grosso do Sul e atualmente um dos mais experientes parlamentares do estado, com forte atuação na área da saúde.
Beto Pereira, jovem liderança, cotado inclusive para disputar cargos majoritários, mas que, ao que tudo indica, focará na reeleição para a Câmara dos Deputados.
Dagoberto Nogueira, parlamentar de longa trajetória, com base sólida no interior do estado, especialmente na região de Dourados.
Fontes próximas aos deputados afirmam que a migração para o Republicanos se daria em busca de um partido com maior viabilidade eleitoral, tempo de TV e recursos do fundo partidário, fatores decisivos no cálculo político para 2026.
O Republicanos já vinha ensaiando um crescimento em Mato Grosso do Sul e, com a possível chegada dos três deputados federais, o partido daria um salto estratégico, consolidando-se como uma das maiores bancadas do estado no Congresso.
A aproximação é facilitada pelo perfil moderado dos parlamentares e pelo alinhamento com pautas que o Republicanos tem defendido, como o fortalecimento do agronegócio, políticas de desenvolvimento regional e uma postura conservadora em valores sociais.
A eventual saída de três deputados federais do PSDB representaria um duro golpe para a legenda, que, historicamente, sempre teve protagonismo em Mato Grosso do Sul. O movimento pode enfraquecer o partido no estado, que já vinha sofrendo com a perda de lideranças e a dificuldade de renovação de quadros.
Enquanto isso, o Republicanos se posiciona para assumir o espaço, compondo alianças que podem ter reflexos tanto na eleição para a Câmara dos Deputados quanto para o governo estadual e o Senado.
Procurados pela reportagem, os deputados não confirmaram oficialmente a mudança, mas também não negaram as articulações em curso, limitando-se a dizer que “todas as opções estão sendo avaliadas com responsabilidade, pensando no futuro político e na melhor forma de representar Mato Grosso do Sul em Brasília”.
A movimentação dos três parlamentares também reflete o cenário nacional, onde o PSDB enfrenta uma crise de identidade e perde espaço para partidos como o Republicanos, que cresce com apoio de setores religiosos, empresariais e políticos de centro-direita.
Nos bastidores, a expectativa é de que o anúncio oficial da mudança partidária ocorra até o início de 2026, respeitando os prazos da chamada janela partidária, período legal em que parlamentares podem mudar de partido sem risco de perder o mandato.
Resta saber: a mudança se consolidará? Quais serão os efeitos para a disputa de 2026? E para Coxim, para onde os vereadores do PSDB da cidade William Meira e Maurício Helpis irão? O certo é que o xadrez político sul-mato-grossense está oficialmente em movimento.
