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Vermífugo para adultos: mito ou necessidade? Especialista esclarece e alerta contra automedicação

25 MAI 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 09h29
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Vídeos chocantes nas redes sociais mostram “vermes saindo do corpo humano” e, com isso, espalham pânico e desinformação. Mas será que, na vida real, você, adulto, precisa correr para a farmácia e se medicar? A resposta é: calma! Antes de tudo, informação.

Não é prevenção para todos

Segundo o especialista, não há comprovação científica que justifique o uso regular de vermífugos por adultos. As recomendações de organismos como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde são claras: a vermifugação periódica é indicada apenas para grupos específicos, como crianças, mulheres em idade fértil e lactantes, e mesmo assim, apenas em regiões onde as parasitoses são altamente prevalentes.

Quando, então, o vermífugo é necessário?

O corpo pode emitir sinais importantes: dor abdominal persistente, alterações no trânsito intestinal (como diarreia ou prisão de ventre), emagrecimento inexplicado, anemia e até sintomas neurológicos, nos casos mais graves.

Alguns parasitas são capazes de migrar pela corrente sanguínea e atingir órgãos como o cérebro, provocando convulsões ou paralisias

Por isso, mais do que se medicar às cegas, é essencial observar o corpo e procurar orientação médica ao menor sinal de alerta.

 

O perigo da automedicação

Embora vermífugos sejam facilmente encontrados sem necessidade de receita, o especialista faz um alerta: “Automedicar-se é arriscado”. Cada parasita exige um tratamento específico, com doses e durações diferentes. O uso inadequado pode não só ser ineficaz, como também provocar efeitos colaterais, além de mascarar sintomas importantes de outras doenças.

 

“Em gestantes, idosos e pessoas com doenças crônicas, os riscos são ainda maiores”,

 

Como se proteger das verminoses?

A prevenção continua sendo a medida mais eficaz e acessível. Os médicos destacam cinco hábitos essenciais:

                        Higienizar bem as mãos antes das refeições e após ir ao banheiro.

                        Usar calçados, principalmente em ambientes externos.

                        Evitar contato com esgoto e terrenos baldios.

                        Consumir água potável e alimentos bem cozidos.

                        Lavar frutas e verduras com atenção.

Efeitos das verminoses no organismo

Além do desconforto gastrointestinal, as verminoses podem comprometer a absorção de nutrientes, favorecendo quadros de desnutrição e anemia. O impacto sobre a imunidade também vem sendo estudado, mas, segundo o especialista, ainda não há evidência sólida que justifique a ideia de que “conviver com vermes fortalece o sistema imunológico”.

Os vermes existem, mas não devem ser combatidos com base no pânico ou na desinformação. A automedicação é perigosa e desnecessária na maioria dos casos.

O recado do especialista é simples: “Se você está saudável e sem sintomas, não precisa se vermifugar. Caso apresente sinais suspeitos, procure um médico. O diagnóstico correto é o que define o tratamento ideal”.

Portanto, antes de se impressionar com vídeos alarmistas, respire fundo, pratique hábitos de higiene e confie na ciência.