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MEIO AMBIENTE

Em seu novo lar, onça que devorou caseiro é batizada com nome 'de peso'

Recinto montado para a onça contará com ampliação da área aquática, em respeito às origens pantaneiras do animal

22 MAI 2025 • POR (João Ramos) • 08h48
  (Fotos: Ampara Animal)

A onça-pintada que teria matado e devorado o caseiro Jorge Ávalo no Pantanal de Mato Grosso do Sul agora tem um nome. Transferido de Campo Grande (MS) para o Instituto Ampara Animal, em São Paulo, no final da semana passada, o animal foi batizado ao chegar ao cativeiro, onde ganhou a alcunha de Irapuã.
De acordo com o Instituto que acolheu o macho de aproximadamente 9 anos, Irapuã foi o nome escolhido, pois, em tupi-guarani, significa agilidade e força — características triviais do felino.
Desde sexta-feira (16), a onça vive em um recinto só para ela, adaptado a todas as suas necessidades. Segundo a ONG, o local deverá ser sua morada permanente até o fim da vida, onde deverá contribuir para programas de conservação da onçapintada a longo prazo.
Durante o transporte, a onça manteve sinais vitais estáveis, chegou em boas condições e já recebe todos os cuidados necessários para a delicada fase de adaptação.
Por que a onça foi retirada de seu habitat natural
Irapuã foi resgatado do Pantanal sul-mato-grossense há quase um mês, no dia 24 de abril, no pesqueiro onde o caseiro Jorge Ávalo, de 60 anos, foi morto. Inicialmente, ele foi encaminhado ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres), em Campo Grande (MS), onde ficou até ter seu destino definido pelo ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade).
Conforme o Ampara Silvestre, a decisão de capturar e remover a onçapintada de seu habitat natural foi tomada em conjunto pelos órgãos ambientais competentes, após avaliados os riscos de novos incidentes na região e constatado o grau de habituação do animal à presença humana.
“Tratase de um indivíduo que já não reage com o instinto de fuga típico da espécie; isso torna sua soltura um processo mais complexo e arriscado, tanto para ele quanto para as pessoas”, explica o médicoveterinário Jorge Salomão Jr, responsável técnico pelo mantenedor de fauna do Instituto Ampara Animal. (João Ramos)