Saúde
Mato Grosso do Sul Registra 73 Mortes por Influenza em 2025
5 MAI 2025 • POR Glenda Melo / Diário do Estado • 14h46Até o momento, em 2025, Mato Grosso do Sul (MS) contabilizou 73 mortes devido à influenza, conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES). O número, que preocupa as autoridades sanitárias, reflete o impacto contínuo da doença na população, especialmente entre grupos vulneráveis como idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades.
Este ano, a circulação do vírus influenza tem sido mais intensa do que o esperado, com surtos registrados em diversas regiões do estado. A campanha de vacinação, que ocorre anualmente, tem como objetivo reduzir os casos graves e mortes, mas a adesão à imunização ainda não alcançou os índices ideais em algumas áreas, o que pode ter contribuído para o aumento no número de óbitos.
A estação mais fria do ano, que geralmente ocorre entre os meses de maio e agosto, é o período crítico da doença, quando os casos de influenza costumam aumentar. Contudo, a presença de novos subtipos virais, ainda em monitoramento, também pode ter gerado uma maior carga sobre o sistema de saúde, especialmente nas unidades de atendimento de urgência e emergência.
A influenza é uma infecção respiratória aguda que pode causar complicações graves, como pneumonia viral ou bacteriana, insuficiência respiratória e agravamento de condições preexistentes, como doenças cardíacas e respiratórias. Em 2025, a maioria das mortes no estado foi registrada entre pessoas que faziam parte dos grupos de risco, que incluem:
Idosos com 60 anos ou mais.
Crianças menores de 5 anos.
Gestantes.
Pessoas com doenças crônicas como diabetes, hipertensão, doenças pulmonares e cardíacas.
Para mitigar os impactos da doença, a Secretaria de Saúde de Mato Grosso do Sul reforçou as campanhas de conscientização sobre a importância da vacinação contra a influenza, além de orientar a população sobre os cuidados básicos, como higiene das mãos e uso de máscaras em ambientes fechados, especialmente durante surtos. A vacinação segue sendo a principal medida preventiva, mas o governo também intensificou as ações de monitoramento epidemiológico e de tratamento precoce nos hospitais e unidades de saúde.
O sistema de saúde de MS tem se esforçado para responder ao aumento de casos, com leitos de terapia intensiva (UTI) dedicados a pacientes com formas graves da doença. Contudo, o aumento no número de casos tem colocado uma pressão extra sobre os hospitais de Coxim e unidades de saúde.
A SES destaca que a colaboração da população é essencial para controlar a disseminação da doença, destacando a importância de procurar atendimento médico imediatamente em caso de sintomas graves, como falta de ar, dor no peito e febre persistente.
Com a chegada do inverno, os especialistas temem um aumento ainda maior no número de casos e mortes por influenza no estado. As autoridades de saúde de MS continuam monitorando de perto a evolução da doença e alertam sobre a importância de manter as medidas preventivas, além de garantir que as vacinas estejam acessíveis para todos os grupos de risco.
O registro de 73 mortes por influenza em Mato Grosso do Sul até agora em 2025 serve como um alerta para a necessidade de reforçar as campanhas de prevenção e vacinação, além de garantir a agilidade no diagnóstico e tratamento dos casos graves. A colaboração entre autoridades de saúde e a população será fundamental para reduzir o impacto da doença e salvar vidas, especialmente em um período de desafios no controle de surtos.
Portanto, o momento é de atenção e cuidados diários, Mato Grosso do Sul está em alerta e Coxim também, caso apresente algum sintoma procure imediatamente uma unidade de saúde ou hospital.
