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Dengue: Secretário de Saúde alerta que índice de infestação é alto em Coxim

29 JAN 2016 • POR Carlos Pires • 10h11

A Secretaria de Saúde de Coxim registrou nas quatro primeiras semanas de janeiro 334 casos suspeitos de dengue no município. Somente nesta quarta semana, foram registrados em Coxim, 35 novos casos de dengue, sendo que houve uma queda no número de casos em relação ao mesmo período do ano anterior, com 146 casos.
Foram registrados dois casos de zika vírus sendo que um foi descartado e o outro em uma grávida que não havia procurado uma UBS (Unidade Básica de Saúde) que está sob investigação. A gestante foi encaminhada para Campo Grande, pois o bebê apresentou medidas do crânio menor do que o normal. Foi registrado ainda um caso de febre chikungunya que estava sob investigação, mas foi descartado pela secretaria municipal de saúde.
Em entrevista ao Diário do Estado, o secretário de Saúde de Coxim, Rogério Márcio Alves Souto, informou que o índice de infestação no município ainda é muito alto com 70% a 80%, e a falta de consciência de algumas pessoas tem contribuído para o surgimento de novos casos da doença.
Segundo o secretário, o foco principal está dentro dos domicílios onde há acúmulo de água como, por exemplo, dentro de galinheiros, atrás de geladeiras, calhas, latas, bebedouros de animais, garrafas pet, vasos de planta, pneus, entre outros locais dentro dos imóveis.
Souto disse que a secretaria de saúde do município tem procurado trabalhar em conjunto com a população para reverter o índice de infestação do mosquito Aedes aegypti, e alertou que é primordial que a comunidade coxinense tenha a devida consciência do perigo e mantenha os quintais limpos, e livres de possíveis focos.
Ainda de acordo com o secretário, o fumacê está rodando todos os dias no começo da noite em todos os bairros de Coxim, pois este é o horário ideal para se combater o Aedes. Souto recomendou que, quando o fumacê estiver passando pelas ruas, os moradores abram as janelas para que o inseticida possa fazer o efeito desejado e salientou que a fumaça não prejudica a saúde das pessoas, apenas combate os mosquitos.
A secretaria de saúde de Coxim informou ainda que neste período de quatro semanas foram feitas 3.789 visitas a domicílios, eliminados 780 focos e 9.580 criadouros do mosquito Aedes aegypti. O secretário enfatizou que somente com a ajuda da população é que o município poderá vencer a guerra contra o mosquito transmissor da dengue.
Mato Grosso do Sul registrou 2.133 casos suspeitos de dengue na terceira semana de janeiro, uma média de 304 casos diários, segundo aponta o boletim epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria Estadual de Saúde) na quarta-feira (27). Os dados do boletim refletem a coleta de dados dos dias 17 a 23 de janeiro. Ao todo, o Estado já acumula 8.269 notificações em 2016.
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, deu declarações polêmicas sobre o mosquito Aedes. De acordo com o ministro, o país estaria “perdendo a guerra para o Aedes aegypti” e que o Brasil perde “feio” a guerra contra o mosquito. 
“Temos 30 anos de convivência com o mosquito. Não quero culpar ninguém, mas houve uma contemporização com o mosquito. Hoje a situação é completamente diferente. Além da dengue, o mosquito está transmitindo chikungunya e zika (causadora da microcefalia)”, disse. Castro advertiu ainda que as futuras mamães devem adiar a gravidez para que os bebês não acabem contaminados pelo mosquito. 
Já o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, demonstrou muita preocupação com o vírus zika e o rápido desenvolvimento de testes, vacinas e tratamentos para combater o vírus zika, que tem sido associado a casos de microcefalia em recém-nascidos e poderia se espalhar pelos Estados Unidos nos meses de calor.
As autoridades de saúde dos EUA estimam que o vírus pode atingir regiões onde mora 60% da população dos EUA e temem que o vírus se espalhe para a maior parte do continentes americano.
O momento é preocupante, mas se cada um fizer a sua parte, com certeza conseguiremos vencer a guerra contra um mosquito que tem feito milhares de vítimas em todo o país e ameaça outras nações do mundo.