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Saude

Você já ouviu falar em "transtorno do devaneio excessivo (também chamado de "devaneio vívido"?

26 ABR 2025 • POR Glenda Melo • 11h12
  .psicologo.com

O transtorno do devaneio excessivo (também chamado de “devaneio vívido” ou em inglês maladaptive daydreaming) é uma condição em que a pessoa passa muito tempo perdida em fantasias intensas e detalhadas, a ponto de isso atrapalhar sua vida real, trabalho, estudos, relações sociais. 

Fomos conversar com o Psicólogo do CAPS de Coxim, Dr Renan Maia que nos explicou um pouco sobre o transtorno do devaneio excessivo, que inclusive essa jornalista que vos escreve não conhecia até chegar como sugestão de pauta pela nossa diagramadora Géssica, inclusive, obrigada pela ótima sugestão Gessica. 

Dr Renan começa explicando que: “Esses devaneios não são como as distrações normais que todo mundo tem às vezes. No transtorno, eles são longos, envolventes e frequentemente preferidos à vida real. A pessoa pode até criar mundos inteiros, personagens e histórias muito elaboradas, como se estivesse vivendo uma “segunda vida” na mente”. 

Alguns sinais comuns: 

• Passar horas por dia imerso em fantasias; 

• Dificuldade de controlar ou interromper os devaneios; 

• Impacto negativo no desempenho acadêmico, profissional ou social; 

• Movimentos físicos repetitivos enquanto imagina, andar de um lado para o outro, balançar-se, etc. 

• Sensação de prazer nos devaneios, mas também frustração por não conseguir parar. 

Apesar de ser cada vez mais estudado, o transtorno de devaneio excessivo ainda não é oficialmente reconhecido em manuais médicos,mas muitos especialistas reconhecem sua existência e seus impactos. 

Tratamento do transtorno de devaneio excessivo 

Como o transtorno ainda não é oficialmente reconhecido em manuais médicos, não existe um protocolo “oficial” de tratamento. Mas com base em relatos clínicos e estudos recentes, algumas abordagens têm ajudado: 

• Terapia cognitivo-comportamental (TCC): ajuda a identificar os gatilhos dos devaneios e a desenvolver estratégias para controlar o impulso de se perder neles. 

• Terapias focadas em mindfulness: trabalham a atenção plena, para trazer a pessoa de volta ao momento presente e diminuir as fugas para o mundo interno. 

• Medicamentos: em alguns casos, antidepressivos ou ansiolíticos podem ser usados, principalmente se a pessoa também tiver ansiedade, depressão ou TOC. 

• Mudanças de estilo de vida: criar uma rotina estruturada, reduzir o tempo ocioso e buscar atividades que prendam a atenção também ajudam bastante. 

Para finalizar Dr Renan deixa a indicação que aqueles que se identificarem com alguns desses sintomas busquem ajuda para tentar entender e compreender esse momento, essa jornalista aqui já se identificou com alguns, e vocês?