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Policia

Mulher é presa por exercer ilegalmente a medicina e expor consumidores a risco em Campo Grande

Ela realizava procedimentos estéticos não autorizados e vendia substâncias impróprias para o consumo.

15 ABR 2025 • POR do idest • 10h08
  (Divulgação Polícia Civil)

Na tarde de ontem segunda-feira (14), a Polícia Civil, por meio da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Contra as Relações de Consumo (Decon), prendeu em flagrante uma mulher de 31 anos no bairro Piratininga, em Campo Grande. Ela é investigada por exercer ilegalmente a medicina, expor a saúde de terceiros a risco, induzir consumidores a erro e comercializar produtos impróprios para o consumo.

Ações ilegais e perigo à saúde

As investigações começaram após um alerta da Vigilância Sanitária Municipal, que apontou que a mulher estaria realizando procedimentos estéticos, como a aplicação de ácido botulínico e ácido hialurônico, além de utilizar possivelmente o PMMA, uma substância de uso restrito e altamente perigosa. A mulher, que mudava frequentemente de endereço para dificultar sua localização, foi finalmente localizada após depoimentos de vítimas e monitoramento de clientes que procuravam serviços estéticos permitidos, como aplicação de cílios e tratamentos capilares.


Foto: Divulgação Polícia Civil

Prisão em flagrante e apreensão de materiais

A prisão ocorreu logo após ela realizar um procedimento estético conhecido como Skinbooster, que é de uso exclusivo por profissionais médicos. No local, que não oferecia as mínimas condições de higiene, foram apreendidos agulhas, ácidos e substâncias proibidas no Brasil, como o Lipostabil, utilizado ilegalmente para fins de emagrecimento. Além disso, foi constatado o descarte irregular de materiais contaminantes, como agulhas usadas, colocando em risco a saúde dos profissionais responsáveis pela coleta de lixo.

Hiperdiluição e segurança dos pacientes

Durante a ação, a Decon levantou suspeitas de que os preços cobrados pelos procedimentos eram compatíveis com a prática de hiperdiluição dos produtos, o que aumenta ainda mais os riscos para os pacientes. No entanto, as investigações também encontraram notas fiscais dos insumos, o que, por ora, descartou a hipótese de furto.

Prisão e continuidade das investigações

A mulher foi conduzida à delegacia e será apresentada à audiência de custódia. O estabelecimento onde os procedimentos eram realizados foi lacrado pela Vigilância Sanitária. As investigações seguem em andamento, e a Polícia Civil alerta para os perigos de buscar procedimentos estéticos com profissionais não habilitados e em locais irregulares.